« Início | Conto de Verão » | Imagens de Portugal romântico - 6 » | Faz-me festas » | No tempo dos eufemismos por tudo e por nada, eis c... » | De novo os Poetas Silenciosos » | Terapia para intelectuais subdesenvolvidos - 2 » | Dêem-lhe crédito que o gajo amansa » | Os malefícios do tabaco » | Terapia para intelectuais subdesenvolvidos » | Diário de um tolo - 5 »

Diário de um tolo - 6

Era o muro que atravessava o terreno. Dali até aqui. Podia ouvir a mensagem da voz pertencente a ti mesmo e a minha absorvia o eco da tua. “Onde vives”. Perguntavas. “Deste lado”. Respondia.
Continuámos encostados à parede inerte, pressentindo a vida do outro lado. “Onde estás?”. “Estou aqui”.

Hoje é domingo e amanhã é domingo. Apenas para mim. Hoje agi como no domingo se age e era sábado. Nada de confusões. Falhei um dia porque deixei de olhar para o calendário. Por isso deixei de ter um domingo completo nesta semana. Quando andava na rua avançava como se fosse domingo e fez toda a diferença. Domingo adiantado. Domingo por repetir. Amanhã vou ter outro domingo. E o sábado só ficou retrocedido às 7 horas da tarde. Não à hora que despontou para todos os outros. A razão para o retrocesso. O sítio certo à hora certa no dia errado. Amanhã o sítio certo à hora certa no dia finalmente certo. Domingo perdido. Intemporal. Identificado e novamente perdido. Mas só amanhã.

Ver anterior

Etiquetas:

O Gil, pelos vistos andas em forma.
Abraço

podia ser outro crime exmplar. lol.
gostei

Também já tive dias assim

Enviar um comentário

Revista, nº4-5

Blogues acesos