Há dias, no seu excelente programa "Ponto Contraponto" (SIC N), Pacheco Pereira apresentou uma insólita estatística sobre as redes sociais, pretendendo com isso vislumbrar uma "Luta de Classes" nesse universo. A ideia consistiu em que o Facebook é território dos mais jovens e desqualificados. Sendo o Twitter uma coutada dos mais velhos e que dele fazem uma utilização mais profissional. Palavra que não sei onde JPP foi buscar conclusão tão disparatada. É verdade que o Twitter, após o pico de popularidade em 2008 e 2009, já passou de moda. Hoje praticamente só é utilizado em circuitos jornalísticos e académicos. Funcionando essencialmente como um alimentador de feeds, em ambientes muito específicos. Em rigor, nem sequer deveria ser chamado de rede social. Este espaço está hoje, em grande medida, ocupado pelo Facebook, o verdadeiro blockbuster das social network. Se esta rede fosse um país, os seus cerca de 600 milhões de “habitantes” fariam dele um dos países mais povoados do mundo! No entanto, continua uma incógnita saber até que ponto esta desenfreada adesão às Redes Sociais não sofrerá do Síndrome da Bolha que afectou muitas startups tecnológicas em finais da década de 90. Talvez esta questão fosse mais interessante de abordar do que estatísticas obsoletas.
Mostrar mensagens com a etiqueta web 2.0. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta web 2.0. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
A torre e a feira
Em relação às novas redes sociais do momento, tenho algumas reservas, como é sabido. Que não nascem, creio, do preconceito ou do arcaísmo. É bom que fique claro: não duvido de todo das suas potencialidades intrínsecas, do seu poder mobilizador, das infinitas possibilidades de comunicação. A questão radica noutras águas: sempre busquei a perplexidade e o conhecimento no silêncio. No silêncio que repousa da agitação e a busca de novo. Ou seja, a realidade física e a torre do castelo de Montaigne como duas faces da mesma moeda. Sem intermediários virtuais. Portanto, organizar um pensamento dá muito trabalho. Mas ter muitos ideias, e espalhá-las como cascas de tremoços, até um papagaio consegue. A sofreguidão informativa que se vê no Twitter e no Facebook fazem temer o pior. O frenesi comunicacional é muitas vezes sinónimo de um vazio que não se quer reconhecer. Será mesmo que essas redes são veículos de partilha de conhecimento? Tenho sérias dúvidas. A revolução operada pelas redes sociais só faz sentido se elas forem encaradas como o terceiro elemento instrumental, a concha do peregrino, o meio congregador. Ou seja, o pretexto, nunca o tema. Ora, nestes assuntos fica sempre bem contar uma história. Ainda agora recebi, através do Facebook, uma mensagem convidado-me a integrar aquio que me pareceu ser o "grupo do soutien". Eh lá! Parei tudo o que estava a fazer, claro. Abri o link e, afinal, era um convite para aderir ao grupo de "soutien (apoio) aux refórmes de Valérie Pécresse", jornalista do canal "Arrêt sur images", entidade a que já aqui fiz referência. Afinal, um fórum de discussão política que me pareceu interessante e onde dá para desenferrujar o francês. Nada, portanto, de lingerie e temas associados...
domingo, 1 de março de 2009
A nova identidade virtual
Estou agora a descobrir as potencialidades do Twitter, o novo blockbuster das redes sociais. A plataforma funciona como um alimentador de feeds, gerados entre subscritores registados. A ferramenta popularizou-se tal forma que hoje se tornou o grande acontecimento de massas da web 2.0. No entanto, ainda tenho algumas dificuldades em adaptar-me a uma novilíngua instantânea, limitada a 140 caracteres, onde o narcisismo se torna mais visível do que na blogosfera. No fundo, o Twitter é a versão geek dos diários e cadernos de notas que muitos de nós já manteve durante periodos da sua vida. Só que, se antes o destino era a gaveta, agora são comunicados em tempo real e potencialmente globalizados. Uma situação próxima da "Zona de Autonomia Temporária", do visionário Hakim Bey. Ou seja, uma estrutura comunicacional aberta, alternativa e horizontal, suporte da Rede. Mas há que ter algum cuidado. Há quem confunda o Twitter com o Hi5 ou com um chat. Por isso mesmo, há que ter um certo cuidado nos links que se cruzam. No entanto, continuo a pensar que esta plataforma, se pode fomentar a troca e o enlace de afinidades, não substitui a comoção de uma paisagem ou de um gesto, do que é indizível por natureza.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
A nova web

Em 10 de Outubro, irá realizar-se, na Universidade do Minho, um Encontro sobre Web 2.0. Uma realidade que, como se diz na apresentação, "veio alterar o modo de publicação online, de construção de redes sociais e de social bookmarking, com repercussões na vida pessoal, na comunicação social, nas empresas e na educação." No programa estão previstas uma série de conferências e vários workshops, versando sobre as ferramentas mais representativas deste universo, dos blogues ao You Tube, do Podcast ao Second Life. Se tudo correr bem, lá estarei.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

