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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
A casa (22)
Esta noite invoquei todas as potências. Ninguém respondeu. Caminhei ruas, percorri praças. interroguei portas, sondei espelhos. Desertou a minha sombra, abandonaram-me as recordações.
A memória é um presente que nunca acaba de passar. espreita, colhe-nos de improviso entre as suas mãos de fumo que não soltam.
A água do tempo escorre lentamente neste vazio gretado, cova onde apodrecem todas as palavras hirtas.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
A casa (21)
Não há ninguém acima, nem abaixo; não há ninguém atrás da porta, nem no quarto vizinho, nem fora da casa.
Para quê gravar com um punhal ferrugento sinais e nomes sobre a pele reluzente da noite?
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
A casa (20)
Damos voltas e voltas no ventre animal, no ventre mineral, no ventre temporal. Encontrar a saída: o poema.
Pelas ameias da tua fronte o canto alvorece. A justiça poética incendeia de opróbio: não há sítio para a nostalgia, o eu, o nome próprio.
Falar por falar, arrancar sons à desesperada, escrever o que diz o vôo da mosca, enegrecer. O tempo abre-se em dois: hora do salto mortal.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
A casa (19)
Sua queda / é o salto da água / congelada no salto: tempo petrificado.
Não procuram terra: procuram um corpo, / tecem um abraço.
Cai durante anos e anos / em linha recta.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
A casa (18)
Estou parado no meio desta linha / não escrita
Acesa a árvore estremece / Já a noite a circundou / Ao falar com ela falo contigo
Na outra margem o sol cresce / ao contrário
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
A casa (17)
Fala deixa cair uma palavra
Invisíveis pássaros / Feitos da mesma substância da luz
A infância com suas flechas e seu ídolo e sua figueira
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
A casa (16)
Contra a água, dias de fogo. / Contra o fogo, dias de água.
A luz despenha-se, / as colunas acordam / e, sem se moverem, dançam.
A hora é transparente: / se o pássaro é invisível, vemos / a cor do seu canto.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
A casa (15)
Imóvel /entre os altos girassóis / és / uma pausa da luz
O mundo é verdadeiro / Vejo / habito uma transparência
O dia / é uma grande palavra clara / palpitação de vogais
sábado, 5 de novembro de 2011
A casa (14)
O poema ainda sem rosto / O bosque ainda sem árvores / Os cantos ainda sem nome
Mas já a luz irrompe com passos de leopardo
E a palavra levanta-se ondula cai / E é uma longa ferida e um silêncio cristalino
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