Reflexões, notas, impressões, apontamentos, comentários, indicações, desabafos, interrogações, controvérsias, flatulências, curiosidades, citações, viagens, memórias, notícias, perdições, esboços, experimentações, pesquisas, excitações, silêncios.

Mostrar mensagens com a etiqueta incursões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta incursões. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Sons do Verão


Estamos em plena época dos festivais musicais de Verão. Um bom negócio para quem organiza e uma maneira expedita de grande parte dos artistas arrecadarem algum pecúlio. Pois o mercado dos CDs anda pelas ruas da amargura. Todavia, se analisarmos bem, a esmagadora maioria funciona como mais do mesmo. Nada de verdadeiramente significativo, em termos musicais, se passa nessas concentrações propícias à alienação. Os festivais marcadamente pop são os piores. Aposto que os porta-vozes das bandas intervenientes dizem os mesmo em todo o lado, tipo "queremos agradecer a este público "maravilhosa" desta "fantástico" cidade", de Paredes de Coura à Zambujeira. No entanto, como em tudo, há excepções. Quer aquelas onde tenciono ir como as outras a que não posso. Infelizmente. Vou pois falar exclusivamente das primeiras. Devo dizer que programei a coisa para poder fugir às inenarráveis Festas da Cidade da Guarda, um arraial e pêras, que todos os anos enche a urbe com música pimba e cascas de tremoços. Aqui vai, então, o programa de festas:
Festival Músicas do Mundo, em Sines, que este ano comemora o 10º aniversário. A programação entre 24 e 26 constitui, provavelmente, o maior acontecimento musical deste Verão no nosso país.
Festival Intercéltico de Sendim, mais por tradição do que pela qualidade musical. Espera-se uma bebedeira monumental na Taberna dos Celtas.
Jazz em Agosto 2008, entre 1 e 8 de Agosto, na Gulbenkian.
4º Se possível, uma incursão ao Festival de Teatro de Mérida, edição nº 54.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Por terras do Cid - 2

Toro é uma pequena cidade situada entre Zamora e Tordesilhas, junto ao Douro, 30 km a montante da primeira. Tem uma zona histórica notável, compreendendo uma artéria central que é centro cívico, comercial e cultural e a magnífica Igreja românica da Colegiada de Santa Maria Maior. Das muralhas avista-se o rio, a ponte romana e a imensidão dos vinhedos que rodeia a cidade. Foi em Toro que, em 1476, teve lugar uma célebre batalha entre portugueses e castelhanos, por via das pretensões de D. Afonso V ao trono do país vizinho. Nela ficou imortalizado D. Duarte de Almeida, o Decepado. Conta-se que o bravo cavaleiro só largou o estandarte real, à sua guarda, quando o inimigo lhe cortou os dois braços. A imagem do herói, que constava do livro de História no ciclo preparatório, perseguiu-me ao longo de uma série de pesadelos na infância. Resta uma referência ao maior emblema de Toro: o vinho. Beneficiando de condições geo morfológicas ímpares, produz-se aqui um néctar referenciado já na época romana. O produto é certificado por via de uma denominação de origem e, ao que parece, a qualidade já ombreia com os da região de la Rioja. Pois bem, uma vez que o Museu do Vinho estava fechado, fiz acompanhar um pratinho com algumas variedades de pinchos com um copo de vinho novo. Era o teste que se impunha. A rendição foi total. De tal forma que corri à loja ao lado, onde adquiri algumas garrafas a preceito. No nosso país, só talvez nas feiras do vinho e em garrafeiras especializadas será possível encontrar esta preciosidade.

Igreja Colegiada Santa Maria Maior

Rua principal
Ponto romana sobre o Douro

Pórtico Igreja Santa Maria Maior

Por terras do Cid - 1

Por uns dias, andei por terras durienses do Norte de Castela, mais propriamente em Zamora, com uma breve visita a Toro. A primeira é uma cidade interessantíssima. Tem uma zona histórica onde dá gosto passear, descobrir igrejas românicas por todo o lado, a fachada do Teatro Principal, a magnífica catedral e zona envolvente, que compreende a casa do célebre Cid, el Campeador, cuja lenda foi construída no cinema e nas novelas de cavalaria, a muralha suspensa sobre o Douro, o excelente Museu Etnográfico de Castilla y Leon, os palácios renascentistas, os conjuntos arquitectónicos em estilo arte nova... Não esquecer também as artérias pedonais do centro, plenas de agitação, o campus universitário e, sobretudo a Fundação luso-espanhola Rei Afonso Henriques, cuja sede está implantada na margem oposta do Douro, na confluência da ponte medieval. Eis algumas imagens da cidade.

Igreja de Sto. Isidoro com cegonhas
Sede da Fundação D. Afonso Henriques

Catedral
Ponte medieval sobre o Douro, vista da muralha

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Tempus fugit

Hoje é feriado cá pelo burgo guardense. Uma maçada. Como fugir então às efemérides, à urticária inaugurativa, às pevides laureantes e às famílias a pachear as crianxinhas? Conselho de amigo, comprovado hoje mesmo: dar uma escapada até Salamanca. Sim, uma pequena viagem no tempo. Respirar algum ar civilizador. Entrar na Livraria Cervantes e ficar por lá umas horas. Ir até ao Café Corral e beber uma orchata. Ou duas. E folhear o "Bushido, el Código Ético del Samurai y el Alma del Japón" de Inazo Nitobe, uma excelente reedição comemorativa do centenário da obra, que acabei de encontrar numa estante obscura, à minha espera! Bingo! Ora bem. Dito e feito. Qual Prozac qual quê! Entretanto, à noite, toca a rumar em direcção ao TMG. Para assistir à estreia absoluta de "O Cancioneiro de Estevam da Guarda", pelo grupo La Batalla, sob a direcção de Pedro Caldeira Cabral. Ver aqui mais informações sobre a obra e o espectáculo.

domingo, 23 de setembro de 2007

Trilho da Água- 2

Cruz da Faia. Com silvas. Muitas.

Alminha. Animula vagula, blandula.

Ilha da Páscoa na Beira?

Vista do monte encimado pelo castro do Tintinolho.

sábado, 22 de setembro de 2007

Trilho da Água - 1

Tomei à letra o Dia Sem Carros. O tempo estava a pedi-las. Fui experimentar um troço pedestre já velho conhecido, que vai até ao antigo castro do Tintinolho e segue até ao Mondego, pela Ramalhosa. A diferença é que agora está sinalizado, fazendo parte das rotas Natura, em boa hora criadas pela CMG. Aqui vão algumas imagens do passeio.

Chafariz da Dorna. Uma miragem ignorada pela cidade

Via Romana da Dorna. Caelum, non animum, mutat qui trans mare currit. (Asno que a Roma vá, asno de lá voltará).

A chave do reino
Vuuuu, zzzzz, vuuu, zzzzzzz, vuuuuuu, zzzzzz, vuuuu. Ufa!

domingo, 30 de abril de 2006


"Estados Alterados" on tour 2006 - Ponte romana sobre o Tejo, Alcântara, Espanha