Reflexões, notas, impressões, apontamentos, comentários, indicações, desabafos, interrogações, controvérsias, flatulências, curiosidades, citações, viagens, memórias, notícias, perdições, esboços, experimentações, pesquisas, excitações, silêncios.

Mostrar mensagens com a etiqueta perguntas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta perguntas. Mostrar todas as mensagens

sábado, 24 de abril de 2010

Eis a questão

Raras vezes na vida me deparei com um dilema tamanho: assistir ao jogo do Benfica na TV ou ir ver o espectáculo do Zeca Medeiros no Teatro Municipal da Guarda. Ajudem-me. Estou a pensar mesmo pedir uma orientação ao Dalai Lama para sair deste imbróglio...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A idade dos porquês - 11

Porque é que nos Westerns clássicos, quando um cowboy de primeiro ou segundo plano (mas nunca o personagem masculino principal) faz uma proposta mais ousada à moça casadoira, invariavelmente tem um objecto na mão qua vai lançando no ar como se fosse um rosário de contas? (Vd. "Duelo ao Sol", 1946, de King Vidor)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A idade dos porquês - 10

Porque é que nos filmes americanos de pendor mais propagandístico realizados na primeira metade dos anos 40, sempre que são mostradas as tropas alemãs estas aparecem num contexto metálico, soturno, de uma desumanidade gótica decorada com rebites e torpedos, sinais de uma tecnologia ao serviço do mal? E porque é que, logo na segunda deixa, se ouve invariavelmente a palavra "Jawohl" (sim senhor, é para já)?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A idade dos porquês - 9

"A nossa vida é definida pelas oportunidades. Mesmo aquelas que perdemos". Ora bem! Grande malha, digam lá!!! E se, em vez de "mesmo", puséssemos, deixa cá ver, "sobretudo", "também", "graças a", "por vezes com", "principalmente", "nunca", "apesar de", ou "jamais"? Sim, e que tal? Talvez o segredo esteja até nesta opção e não no que realmente se ganha ou perde...

domingo, 27 de dezembro de 2009

A idade dos porquês - 9

Porque é que só no país do bacalhau faz sentido dizer que a carne é fraca? Resquícios de cripto-judaísmo? Mais uma vitória moral, de que tanto gostamos? Mais um exemplo da homenagem que o pecado presta à virtude? Ou será que a verdadeira força está na fé e o conhecimento não é chamado para a questão?

sábado, 12 de dezembro de 2009

A idade dos porquês - 8

Por que será que no(s) corredor(es) dos brinquedos, nos hipermercados, por mais voltas que se dêem, não se encontra um raio de um puzzle de jeito? Já lá vi as coisas mais idiotas, compradas por adultos. Cuja satisfação em oferecer tralha luminosa a uma criança reticente é semelhante à dos exploradores marítimos, quando aportavam a um lugar novo, logo munidos com fios de contas para a populaça. Mas dar com um puzzle, é raro, muito raro. Essa extraordinária invenção zen para todas idades e feitios... E que, acreditem, até ajuda a pensar...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A idade dos porquês - 7

Porque é que se criou a ideia de que os habitantes das pequenas e médias povoações têm que gostar obrigatoriamente de tudo o que é produzido localmente? Falo especialmente da oferta cultural, mas poderia referir-me também a queijos, ou a cobertores, ou a jornais. É claro que as "coisas da terra" despertam sempre uma natural curiosidade, do tipo benevolente, uma atenção particular, um orgulho magnânimo. Mas é fundamental ir para lá das armadilhas da auto-complacência, atravessar o simples brio paroquial. De modo a perceber que um espectador de Barcelona, de Praga ou de Nova Iorque deveria aplaudir a mesma criação cultural tal como o tal habitante local o faria.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A idade dos porquês - 6

Porque é que, para além da complacência, a criação cultural tem outro inimigo de peso: o amiguismo? O amiguismo, em versão low tech, resume-se a uma troca acrítica de favores, cumplicidades, apreciações invariavelmente positivas, em circuito fechado, sem qualquer distanciamento, aos unanimismos paroquiais, às clássicas palamadinhas nas costas e que mais tarde são cobradas com juros... Eis o cardápio dos piores cancros da cultura e um alarmante sintoma de provincianismo...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A idade dos porquês - 5

Porque é que muitos activistas ambientalistas ainda funcionam numa lógica de amiguismo restrito, a preto e branco, sem nunca lhes passar pela cabeça agradecer a sua existência e relevo mediático precisamente aos agressores do ambiente? Não faz muito mais sentido encarar as duas faces de uma mesma realidade?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A idade dos porquês

Porque é que as embalagens de metal para pomadas, concentrado de tomate e óleos para pintura estão a ser praticamente substituídas pelo plástico? Sim, porque é que já não poderemos usufruir daquela sensação maravilhosa de, à medida que o produto está a chegar ao fim, ir dobrando e espremendo o tubo cuidadosamente, até ao estertor final. Mas não sem que, após a dobragem, a concentração extra da pomadinha, do ketchup ou do´pastel funcionar como um elixir da juventude. Ganhando os ungentos no seu interior um fulgor extra, quase que parecendo acabadinhos de comprar! Eis uma ilusão barata, mas que a malvada da indústria nos quer agora retirar...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A idade dos porquês - 1

Porque é que nos clássicos do cinema, quando há uma visitinha policial a casa de gente requintada, a propósito de uma investigação criminal, vai sempre um inspector da polícia que parece um manual de boas maneiras, acompanhado de um novato com ar de recruta rural? E porque é que esse novato a querer mostrar serviço fica sempre a olhar para um quadro modernista na parede, como boi para palácio?