Reflexões, notas, impressões, apontamentos, comentários, indicações, desabafos, interrogações, controvérsias, flatulências, curiosidades, citações, viagens, memórias, notícias, perdições, esboços, experimentações, pesquisas, excitações, silêncios.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Céline (4)

Não se atravessa a "Viagem ao fim da noite" sem passar a pente fino as gralhas da nossa existência. Dito de outro modo, sem tirar a limpo as rasuras no caderno da nossa contabilidade secreta. Um mês e pouco depois de largar amarras para este périplo, cá estou de novo. Bem quis escolher um pedaço da obra para vos presentear. Mas experimentar fazê-lo, foi como tentar retirar uma brasa de uma fogueira crepitante com as mãos. Mesmo assim, à socapa, aqui vai:
"Não somos mais do que um velho cintilar de recordações à esquina de uma rua onde quase ninguém passa". (pág. 432)

NOTA: um amigo descobriu-me há pouco um exemplar do elo perdido na bibliografia de Céline. Há coisas que não têm preço...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Céline (1)



Tinha que ser. Depois do aperitivo e das entradas, o prato principal. A sopa virá no fim. A edição é da Ulisseia (1983) com tradução superlativa de Aníbal Fernandes (a utilização do termo "caracolando" tirou-me do sério). Pelos vistos, Céline não me larga. Os homens realmente livres são o único exemplo que é preciso levar a sério. Ainda recordo como a primeira leitura da "Viagem ao fim da noite" me deixou meio zômbico durante uns tempos. Por acção do petardo corruptor. Ou seja, por obra e graça da missão principal da literatura: corromper. A releitura que agora decorre tem ainda "isso", mas já tem "outra coisa". Recordo o que escrevi há tempos sobre o leitor errante:
"O livro é, não obstante as limitações da memória, como um quadro: no momento em que se acaba a leitura, tem paisagens, vales, dobras sombrias, cor, corografia. Dos seus picos (cobertos com a neve dos sublinhados) os pobres espremem citações, os sábios erigem torres académicas e os vagabundos visionam panoramas de intensidade, medo e fascínio. Há também um ambiente, nos livros. Uma luz do lugar. Um sopro. Às vezes um odor, único, que atravessa o país desvelado pela primeira leitura. No fim do livro é que começo a ler. Na revisita é que apreendo esse espírito que une leitor e escritor na mesma aflição. A aflição que impele à escrita e à leitura, conclui o leitor errante. Num instante está ali tudo. Tudo, mas nada ainda é conhecido. É aqui que se deve começar a ler."
Depois farei aqui as contas finais, é claro.

Céline (2)



Mais duas edições da "Viagem...". Da primeira, cuja data desconheço, só em algum alfarrabista é provável encontrar um exemplar. A segunda, de 2006, é uma reedição da tradução da Anibal Fernandes, da Ulisseia, agora sob a chancela da editorial Verbo.

Céline (3)

Procura-se! Quem souber do paradeiro de algum exemplar deste infame livro de poemas, é favor denunciar o caso. Sem medo. A edição é da "Hiena", com tradução do incontornável Aníbal Fernandes. Vá, fico à espera...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O achado


Descobri este raríssimo exemplar do número da revista dedicado ao autor da "Viagem ao fim da noite", num simpático alfarrabista da baixa de Bruxelas. A edição é de Outubro de 1991. Nem queria acreditar no que estava a ver! A vida e a obra do genial escritor são aqui analisados à lupa. Desde a reedição dos panfletos ao seu estilo único, passando por uma entrevista praticamente inédita, de 1958.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

147/260 (1ª parte)



Eis a 1ª parte de um documentário composto de oito sequências, centrado na vida e obra de Louis-Ferdinand Céline. A realização é de Alain Moreau e Emmanuel Descombes, numa co-produção canal France 3, MFP e INA. Para ver e rever um dos nomes grandes da literatura do séc. XX. Neste blogue, ao vivo e... a p & b. Os estantes episódios podem ser acedidos a partir de aqui.