Reflexões, notas, impressões, apontamentos, comentários, indicações, desabafos, interrogações, controvérsias, flatulências, curiosidades, citações, viagens, memórias, notícias, perdições, esboços, experimentações, pesquisas, excitações, silêncios.

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Acabem com o programa já!


"Lei? Mas qual Lei? Agora o futebol tem Leis?"

palavras de Guilherme Aguiar, ex Presidente da Liga de Futebol e adepto do FCP, durante a última emissão do programa "desportivo" "O Dia Seguinte", na SIC, não disfarçando a proverbial azia por o Benfica ter quatro vitórias consecutivas, enquanto Dias Ferreira, do Zbórdem, palitava os dentes
a preceito e ia contando os piolhos da barba.

quarta-feira, 11 de março de 2009

O cais

Aproveitando um dia de trabalho em Seia particularmente luminoso, fui hoje visitar a Casa de Sta. Isabel, em S. Romão. A convite de um amigo de longa data que é lá formador. Basicamente, trata-se de uma comunidade terapêutica com características únicas a nível nacional. Salvo erro, uma das primeiras instituições em Portugal a aplicar em pleno o método Waldorf e a antroposofia. A localização, o funcionamento exemplar, as construções equilibradas, quase todas em madeira, a área florestal convenientemente tratada, o dinamismo e a harmonia não deixam ninguém indiferente. E fazem deste local um feliz exemplo de humanismo, apto a recordar-nos a importância da verdadeira solidariedade e da vital empatia. Que aqui têm um porto de abrigo à altura.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

U qui diz mulelo (4)

O ano bloguístico começa da melhor maneira. Um apaniguado socrático (o "licenciado", não o filósofo) acaba de me mandar um comentário deveras ouriçado (como diria um amigo meu de Ponte de Lima), a propósito desta postagem. Mister nobody, quiçá um boy agraciado com uma sinecura cor de rosa, indigna-se com a evidência de Sócrates ter querido testar a vontade presidencial e a maioria dos constitucionalistas acerca do recém-aprovado Estatuto para os Açores. O senhor César precisava de um tónico e o primeiro-ministro precisa de ir assegurando as espingardas para a sua maioriazinha. Tão simples quanto isso. É preciso fazer um desenho? De caminho, o tal nobody aconselha-me a "pentear macacos" e acusa-me de "só dizer disparates". Quais disparates? Bom, talvez a luminária tenha feito um doutoramemnto em Direito Constitucional. Tudo é possível. Até mesmo que a douta ciência da aventesma reduza à insignificância as minhas lições com o Prof. Jorge Miranda e uma Constituição anotada dos professores Canotilho e Vital Moreira, com o humilde suprimento de umas anotações manuscritas por este vosso criado. Como dizia, tudo é possível. Portanto, gente que nada quer discutir ou inovar, mas simplesmente dar azo ao seu nanismo intelectual e cívico, não tem nem nunca terá tempo de antena neste blogue. E só teve hoje porque me apetece recordar a regra, neste ano que agora começa.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A avaliação

Palavra que não percebo esta recente luta dos professores contra a avaliação. Ou melhor, até percebo, bem demais. Então os sindicatos não assinaram um acordo o ano passado? Na altura, percebeu-se que o fizeram para colocar um travão a um movimento que já não controlavam. Para, em momento posterior, cirurgicamente escolhido, voltar à carga. De acordo com a conveniência da agenda política do PCP. Deste modo, Mário Nogueira (o "barnabé das costureirinhas") y sus muchachos desceriam mais uma vez da Sierra Maestra com a tradicional arenga jdanivista, enfrentando a "terriiiiiiiiiivel ministra, senhoraaaaas e senhores", esta "malvada que quer impôr o mérito em lugar do deixa andar"! Fazendo da governante a nova "bête noire", para efeitos de arregimentação. Lindo! E assim reassumirem um papel que temeram perder: controlar o rebanho e assim justificar, aos olhos do Comité Central do PCP, a sua própria legitimidade como moços de recados. É claro que a esmagadora maioria dos professores não se revê nesse desenho. Mas então que se demarquem de quem os "representa"! Que digam bem alto: "não precisamos de intermediários parasitários!" Nesse dia, passarei a levar a sério o que terão para dizer.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

U qui diz mulelo (3)

Tomei conhecimento, por terceiros, de que um obscuro blogue da Guarda, certamente com problemas de audiências, me "dedicou" um autógrafo e uma caricatura. Ups! E logo sem avisar! O autor teria sido um "fotógrafo" recentemente premiado, que não gosta de ver a sua "arte" criticada e de que já esqueci o nome. Demonstrado ficou agora que é também adepto do engraçadismo e da pulhice. Com o beneplácito dos seus comparsas "egitanos". Para a posteridade, a lembrança da sua credibilidade nula, enquanto cidadão e enquanto blogger.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Mais uma história da carochinha


Com o título "Publicidade Enganosa", o "Zero de Conduta" acaba de desmontar a última fábula tecnológica propalada por Sócrates: o "Magalhães", "primeiro portátil português", supostamente produzido pela JP Sá Couto, anunciado com pompa e circunstância para ser distribuído a crianças dos 6 aos 11 anos; a criação de uma nova linha de montagem da Intel em Portugal, implicando cerca de 1000 novos postos de trabalho. Aqui fica um excerto do texto:
" Não só o computador não tem nada de novo como a única coisa portuguesa é a localização da fábrica e o capital investido. A "novidade mundial" ontem apresentada, já tinha sido anunciada a 3 de Abril - no Intel Developer Forum, em Shangai - e foi analisada pela imprensa internacional vai agora fazer quatro meses. O tempo que tem a segunda geração do Classmate PC da Intel, que é o verdadeiro nome do Magalhães. De resto, o primeiro computador mundial para as crianças dos 6 aos 11 anos, características que foram etiquetadas pela imprensa lusa por ser resistente ao choque e ter um teclado resistente à agua, já está à venda na Índia e Inglaterra. No primeiro país com o nome de MiLeap X, no segundo como o JumpPC. O “nosso” Magalhães é isso mesmo, uma versão produzida em Portugal sob licença da Intel, uma história bem distinta da habilmente "vendida" pelo governo para criar mais um caso de sucesso do Portugal tecnológico."

sábado, 8 de março de 2008

Uma contra não sei quantos mil

Muitos milhares de professores têm participado em manifestações por todo o país, em protesto contra a reforma da Educação. Parece que não gostam de ser avaliados, ou coisa assim. De qualquer forma, não gostam é mesmo nada da ministra respectiva. É claro que a FENPROF - essa simpática coutada estalinista - exulta em catadupas de orgasmos múltiplos, num movimento que já deixou de controlar. O Daniel Oliveira já se colou a mais uma causa de ocasião. O Comité central do PCP já nomeou um escultor para o novo herói do realismo socialista: o professor em luta. Este é um assunto que não me interessa por aí além. O que me preocupa é o preço que o país vai pagar por três décadas de "eduquês", de facilitismo e pedagogias "inovadoras". Sobre as razões concretas dos protestos, vou primeiro falar com alguns professores meus amigos, para ter uma opinião fundamentada sobre o assunto.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

As novas oportunidades

Segundo a edição de hoje do "Público", "Cerca de 43 mil licenciados trabalham em áreas de baixa ou sem qualificação". Mais à frente, informa que "no ano passado 7200 pessoas com formação académica superior estavam empregadas em trabalhos não qualificados. Vendedores por telefone ou em trabalhos ao domicílio, pessoal de limpeza, lavadeiras e engomadores de roupa, empregadas domésticas ou estafetas são alguns dos exemplos constantes da lista de trabalhos não qualificados, segundo a classificação nacional de profissões." Isto apesar do número de cidadãos com formação académica superior ter duplicado de 1979 para cá, cifrando-se hoje numa taxa de 13%, metade da média europeia. Portanto, os teóricos da revolução cultural chinesa têm algumas razões para sorrir. A conhecida prática da reeducação dos intelectuais, pelos vistos, fez escola. Só que, desta feita, sem um grande educador das massas a superintender. Quer-me parecer, no entanto, que Sócrates tem o perfil adequado para a tarefa. Sim, o mesmo que declarou recentemente "Nós queremos um país que dá oportunidades aos jovens."

sexta-feira, 15 de junho de 2007

O index


O dedo porcino em riste não engana ninguém. Margarida Moreira, a conhecida saneadora, perdão, directora da DREN, esteve no seu melhor, em entrevista ao DN. Às tantas, avisa, com a subtileza de um Panzer avançando na frente Leste : "nós temos tudo o que tem saído na comunicação social, nos blogues, ofícios, em tomadas de posição, em artigos de opinião..." Perceberam? A senhora directora não dorme em serviço. Uns dedicam-se a coleccionar selos, outros autocolantes, outros ainda bilhetes de espectáculos... Esta senhora vai mais longe: investiga, compila, recolhe, contabiliza, está atenta, junta lenha para o auto de fé final. Não lhe bastou a recondução no cargo. Quer mais. Gosta de sangue. Tem que agradar aos chefes partidários a todo o custo. Todos os regimes em todas as épocas foram servidos por zelotas deste jaez. Quando um se destaca, tal facto tem uma inegável utilidade marginal: afinal têm rosto, não são figuras abstractas que entram pela manhã dentro em nossa casa quando formos Joseph K. Ficámos pois a saber que o saneamento do professor Charrua foi um aviso, o sinal dos tempos que hão-de vir. E que esta senhora é a sua lídima mensageira.

Sobre esta nova Torquemada de saias, carne pra canhão de uma ofensiva generalizada conduzida pelo poder socialista para manietar as liberdades, é imprescindível dar uma vista de olhos neste comentário, no "Combustões".

sábado, 2 de junho de 2007

O eduquês

"Os critérios de avaliação do nosso 9º ano não passam de um sintoma de uma realidade maior e mais triste: o lento "regresso" do Ocidente a uma nova espécie de barbárie. Nunca se gastou tanto dinheiro em "cultura" e nunca a cultura foi tão universalmente desprezada.(...) A linguagem pública (religiosa, política, jornalística, musical, literária, cinematográfica, universitária) empobrece dia a dia. A conversa, como arte, morreu, porque as pessoas não têm interesse em dizer e muito menos interesse em ouvir. O Estado anda a educar as nossas queridas criancinhas para este mundo. Que outra coisa seria de esperar?"

Vasco Pulido Valente, no "Público" de ontem

NOTA: Na coluna dos leitores do mesmo jornal, vociferava outro dia uma professora contra a intolerável "ingerência" da sociedade e da opinião pública em relação aos critérios de avaliação da prova de Português do 9º ano. "A Educação aos professores"! Bramia ruidosamente, em tom de slogan de manifestação, na linha de "A Terra a quem a trabalha" e sucedâneos. Ficamos a saber que a docente teve um elevado índice de participação em RGA s e manifs, quem sabe se na altura do PREC; que provavelmente utiliza o eduquês hermético para analfabetizar os jovens, as vítimas dos infindáveis sistemas pedagógicos - onde proliferam maravilhas como "competências", "capacidade crítica", "valências", "aprender é fácil", etc. Aquilo que
iluminados pedagogos do ME gostam de "implementar" sazonalmente. Vamos pagar muito muito caro este delírio.