Reflexões, notas, impressões, apontamentos, comentários, indicações, desabafos, interrogações, controvérsias, flatulências, curiosidades, citações, viagens, memórias, notícias, perdições, esboços, experimentações, pesquisas, excitações, silêncios.

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sábado, 19 de novembro de 2011

Lido

"Aquele que pensa em grande tem de errar em grande», disse Martin Heidegger, o teólogo-parodista dos nossos dias (empregando-se o termo «parodista» no seu sentido mais sério). Também aqueles que pensam «em ponto pequeno» podem errar em grande. Esta é a democracia da graça celeste, ou da danação."


Steiner, George (2009), Errata: revisões de uma vida, Relógio D'Água.

sábado, 26 de março de 2011

O assalto

João Gonçalves, autor do "Portugal dos Pequeninos", é uma figura incontornável da blogosfera nacional. Aguerrido, alheio às nebulosas informativas onde pontuam os spin doctors, sem medo de afrontar os poderes e as convenções, sabe desmontar como ninguém os jogos da política lusa e os micro fascismos do politicamente correcto. Visões que, em grande medida, partilho com o autor.  Em Junho de 2009 publicou "Portugal dos Pequeninos". Como o nome indica, trata-se de uma compilação de textos do blogue, um "best of" com a chancela da Bertrand. O livro foi na altura lançado com pompa e circunstância e apresentado por Pacheco Pereira. E eis que, no dia 24 deste mês, foi tornada pública a sua última obra, intitulada "Contra a Literatice e afins", edição "Guerra & Paz". Na cerimónia, a apresentação coube a Pedro Mexia. Ora, do próprio título retira-se o programa desta edição. Sem cerimónia, privilegiando determinadas "figuras, autores e acontecimentos", o autor comenta a obra de algumas "vacas sagradas" da literatura nacional, mais ou menos "light", como  José Rodrigues dos Santos, Margarida Rebelo Pinto, Eduardo Pitta, Maria Filomena Mónica e Miguel Sousa Tavares. E fá-lo fora dos vínculos e das vassalagens feudais que minam a crítica literária em Portugal. Ao estilo do saudoso João Pedro George, que tão bem desmascarou as toupeiras e as coutadas literárias. Neste clip da rubrica "Estante dos Livros", do "DN", veja-se uma breve referência crítica ao livro. O qual se recomenda sem restrições. 

sábado, 22 de janeiro de 2011

O carrossel dos leitores


Para que cessem as dúvidas, também há o Escritor-Que-Mede-Leitor-A-Metro. O tal que vai anotando, à margem, alguns dos seus tipos de ouvintes: Leitores de Ontem, Leitores do Ano Passado, Leitores da Rua A, Leitores da Rua B, Leitoras de Olhos Claros, Leitoras de Cachecol, Leitores Pouco Interessantes, Leitores Estratégicos, Leitores Tácticos, Leitores Inimigos, Leitores Bajuladores, Leitores Raivosos, Leitores Traidores, Leitores na Patagónia, Leitores de Berlim, Leitores Insuportáveis, Leitores Sentados no Trono, Leitores que Mexem com os Lábios, Leitores de Cuecas, Leitores Professores, Leitores de Faculdade, Leitores com Verrugas no Nariz, Leitores em Tese, Leitoras com Bâton cor de Abacate e Leitoras a dez mil metros Acima de Nós.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

terça-feira, 22 de junho de 2010

Saramago em alta

As vendas dos livros de José Saramago aumentaram quase dez vezes nos dias seguintes à sua morte, segundo o Diário Económico. Só na Fnac, o aumento andou pelos 800%, lê-se mais à frente na notícia. Será que muitos suspiraram de alívio, sabendo que o ex director do DN não iria escrever mais nenhum livro e decidiram aventurar-se? Talvez. Porém, acredito mais que, muitos cidadãos tenham decidido abrir os cordões à bolsa e arrumar as obras completas do autor de "Objecto Quase" na estante de cerejeira da sala, também comprada há  pouco no IKEA, entre os volumes do Paulo Coelho e os livrinhos de auto-ajuda do Osho. Pela minha parte, vou guardar a sete chaves o exemplar do "Levantado do Chão", (Caminho, 1980, 5ª edição). Por este andar, qualquer dia vai valer o seu peso em ouro num alfarrabista. Para já, continuará a fazer companhia aos restantes volumes da obra de ficção do nobelizado, até "Todos os Nomes". Altura em que decidi: "Já chega de Saramago! O homem já explicou ao que vinha. A partir de agora será mais do mesmo e sem o fulgor da novidade. Como é um defensor nato dos 'oprimidos' e gosta de ir para a tasca falar mal da 'padralhada', qualquer dia ganhará o Nobel." Dito e feito!...