As festarolas de aldeia (e não só) que por aí pululam em Agosto nesta enormíssima província... Ora aí está um belo tema para abordar. Abordar? Confesso que esta palavra, com curso legal no eduquês e na preguiça disfarçada de escolês com trejeitos de erudição, me deixa fora de mim. Ei malta, 'bora abordar??? Ó Raquel, deixa-me colocar mais acima, para abordar melhor a tua orografia! Ora agora abordo eu, ora agora abordas tu... Pronto, já chega! Neste desiderato, só conheço um tipo de abordagem. Essa sim, um caso sério. Ou seja, o seu uso em contexto náutico. Imaginem então a selvajaria e inpiedade de um assalto a um navio por flibusteiros como Calico Jack, Capitão Kidd, Anne Bonny, ou Henry Morgan. Vá lá, não façam cerimónia com a a imaginação. E digam lá se, neste quadro, a palavra abordagem não adquire o seu legítimo e pleno significado... Ah, mas estava a falar de quê? Pois, as festas "populares" de Verão. Confesso que, sobre o tema, há muito pouco a dizer. Ou se há, eu ou alguém já o fez com acerto. E não me apetece adiantar seja o que for a propósito.
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Outubro

Se repararem melhor (vale a pena o esforço), estas simpáticas fräulein bávaras estão munidas de duas girafas, já um pouco chocas, enquanto discutem animadamente o tipo de armação que os respectivos maridos/namorados/whatever vão ganhar nesse dia... Ou talvez lançando umas achegas sobre a "Fenomenologia do Espírito", de Hegel... Quem sabe? Na mais famosa festa da cerveja do mundo, tudo é possível. Bem a propósito, entra em cena Jacques Brel, no tema que imortalizou na poesia a vil beberagem de origem germânica: Ça sent la bière de Londres à Berlin / Ça sent la bière, Dieu qu'on est bien /Ça sent la bière de Londres à Berlin / Ça sent la bière donne-moi la main / C'est plein de "Godferdomme" / C'est plein d'Amsterdam / C'est plein de mains d'homme / Aux croupes des femmes / C'est plein de mémères / Qui ont depuis toujours / Un sein pour la bière / Un sein pour l'amour. Tudo isto, a bem dizer, para comunicar aos leitores que a 176ª edição da Oktoberfest encerrou no dia 4. Eu sei, é duro, mas para o ano há mais. Para quem estiver interessado, lembro que, normalmente, o "arraial" começa por volta de 20 de Setembro.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Fugas
Hoje começam as festas da cidade na Guarda. Ou seja, um pesadelo pimba renovado e que nada acrescenta à cidade. Mas que, insistentemente, mobiliza uma comissão de festas organizada como se a Guarda fosse mais uma aldeia a precisar de mordomos. Altura ideal para uma escapada até um verdadeiro festival musical, e não só, em ambiente rural. Trata-se do "Trebilhadouro", edição 2009. O evento decorre numa aldeia abandonada na Serra da Freita, perto de Vale de Cambra, de 31 de Julho a 2 de Agosto. E que, tendo sido requalificada graças ao envolvimento da autarquia e de um grupo de teatro locais, é o palco para uma iniciativa anual que já ultrapassou as fronteiras. Durante três dias, haverá música, teatro, circo, exposições, oficinas, passeios pedestres... E a aldeia, só por si, é um mimo.terça-feira, 19 de maio de 2009
Libertas
Hoje é o aniversário da Tertúlia Académica. Uma vez mais, não poderei estar na Portugália. Eis mais um custo da interioridade. Este custa mais um bocadinho, diga-se de passagem. Pois andei à procura de imagens digitalizadas do "sai quando sai". Ou seja, para quem não sabe, de "O Berro", órgão oficial da Tertúlia. E não encontrei mesmo. A não ser o manifesto do Bardo, sempre actual, que em boa hora digitalizei. A razão é uma só: na altura em que era redactor daquele prestimoso periódico, ainda mandava a tesoura e a cola, para além de outro requintes da era pré-digital...Enfim. Hoje é um dia diferente. Daqui saúdo todos os tertulianos, estejam eles onde estiverem.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Está quase!
Consultar aqui toda a informação sobre este acontecimento que, à semelhança de anos anteriores, irá mobilizar a cidade e atrair as atenções de todo o país.terça-feira, 4 de novembro de 2008
O triunfo da abóbora II

quarta-feira, 16 de julho de 2008
Sons do Verão

Estamos em plena época dos festivais musicais de Verão. Um bom negócio para quem organiza e uma maneira expedita de grande parte dos artistas arrecadarem algum pecúlio. Pois o mercado dos CDs anda pelas ruas da amargura. Todavia, se analisarmos bem, a esmagadora maioria funciona como mais do mesmo. Nada de verdadeiramente significativo, em termos musicais, se passa nessas concentrações propícias à alienação. Os festivais marcadamente pop são os piores. Aposto que os porta-vozes das bandas intervenientes dizem os mesmo em todo o lado, tipo "queremos agradecer a este público "maravilhosa" desta "fantástico" cidade", de Paredes de Coura à Zambujeira. No entanto, como em tudo, há excepções. Quer aquelas onde tenciono ir como as outras a que não posso. Infelizmente. Vou pois falar exclusivamente das primeiras. Devo dizer que programei a coisa para poder fugir às inenarráveis Festas da Cidade da Guarda, um arraial e pêras, que todos os anos enche a urbe com música pimba e cascas de tremoços. Aqui vai, então, o programa de festas:
1º Festival Músicas do Mundo, em Sines, que este ano comemora o 10º aniversário. A programação entre 24 e 26 constitui, provavelmente, o maior acontecimento musical deste Verão no nosso país.
2º Festival Intercéltico de Sendim, mais por tradição do que pela qualidade musical. Espera-se uma bebedeira monumental na Taberna dos Celtas.
3º Jazz em Agosto 2008, entre 1 e 8 de Agosto, na Gulbenkian.
4º Se possível, uma incursão ao Festival de Teatro de Mérida, edição nº 54.
1º Festival Músicas do Mundo, em Sines, que este ano comemora o 10º aniversário. A programação entre 24 e 26 constitui, provavelmente, o maior acontecimento musical deste Verão no nosso país.
2º Festival Intercéltico de Sendim, mais por tradição do que pela qualidade musical. Espera-se uma bebedeira monumental na Taberna dos Celtas.
3º Jazz em Agosto 2008, entre 1 e 8 de Agosto, na Gulbenkian.
4º Se possível, uma incursão ao Festival de Teatro de Mérida, edição nº 54.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Menos que zero




Finalmente, chegou ao seu termo mais uma "Semana Académica" na Guarda. Estive a ver o programa de festividades. Como devem calcular, surpreendeu-me a originalidade e o fino recorte dos eventos: Quim Barreiros, Enterro do Caloiro, Noite das Tunas, Desfile Académico, etc. Repare-se, nem sequer uma referência, por mais ténue que seja, a uma actividade onde apareçam os 40 anos do Maio de 68. Ora bem, nos dias que correm, uma academia em festa quer dizer, basicamente, o seguinte: para lá do limite, as urgências dos hospitais alerta com os níveis de alcoolemia; dentro do limite do embrutecimento alcoólico, muita "irreverência" e uma quantidade de virgindades, reais ou imaginárias, desaparecidas num combate tosco e, acredito, desajeitado (sim, porque até nestas coisas tem que haver classe, muita classe); os papás e as mamãs embevecidos com os rebentos pré dótores; os rebentos pré-dótores a fazerem contas ao medo do futuro que, por instantes, brilha no fundo de um copo de cerveja, mas que, por enquanto, deitam para trás das costas; a cidade maravilhada com tanta juventude em festa, tanta côr, tanto pólen volteando no ar, mas sem ninguém a apanhá-lo, a elevá-lo bem alto, a rodopiar com ele, acreditando nele, agarrando o trapézio, gritando aos quatro ventos: "Não! Isto pode ser de outra maneira! Isto pode ser de outra maneira"; as associações de estudantes, estruturas intermédias apaparicadas pelo poder, garantes de um ecossistema de vícios, facilitismos, vaidades, genuflexões presentes e futuras, quando chegar a hora, sim, por que tudo se paga, as tais que continuam a receber subsídios generosos para promover, impunemente, nos respectivos associados, um estado mental pré-cataléptico, uma acefalia mansa, bovina, com uns fuminhos, só uns fuminhos, de prevaricação, em datas certas, arrumadas dentro do espectáculo, adornadas com uma irresistível jovialidade, a exaltação de uma segunda oportunidade para o "bom selvagem", pensando naqueles que a falharam na infância, sim, o trocadilho é elementar, mas está a pedi-las: "as novas oportunidades", olha o elixir da má consciência, olha como a generosidade se expande, alastra como uma pandemia mental, esbarra com o entendimento nestas alturas de folias em rede, suscita uma irresistível vontade de emigrar, durante uma semana, para uma sonda submarina, um satélite, uma aldeia remota, um sítio qualquer onde ainda não abriu as portas nenhuma coisa que dê azo à criação de mais uma academia, ou seja, um pretexto para mais um electroencefalograma anual...quinta-feira, 10 de agosto de 2006
Faz-me festas
No domingo estive no Festival Andanças, em Carvalhais, S. Pedro do Sul. Incluo aqui essa referência não para publicitar o meu roteiro turístico, mas como pretexto para um apontamento comparativo sobre Festas populares, agora que as pindéricas Festas da Cidade da Guarda chegaram ao fim.
Era gente nova, menos nova, gente de cá, gente de toda a parte, para quem a vida é mais do que o tracinho na lápide. Era gente a musicar, a trocar, a inventar, a amar sem limites, a dançar pelo mundo inteiro em seis palcos diferentes. Uma festa. De verão. De sempre. Organização atenta e impecável.
Passemos então às tais Festas da Cidade. Houve uma comissão das ditas: os patuscos moços de recados da Câmara, isto é, aqueles a quem os caciques deram tacho há anos ou aqueles que esperam alcançá-lo. Os outros, os boys veteranos instalados, 'tão caladinhos que nem ratos. Ora, estes maduros, apoiados pela maresia neoliberal que sopra dos lados do IPG e de algumas redacções, resolveram dar então ao povo lo que lhe gusta, isto é, assegurar um segundo mandato ao Valente. Resultado: uma festarola novo-rica, onde só faltou o foguetório. Uma completa descoordenação entre o serviço nas barracas e a organização, tendo muita gente que sair do parque logo depois de lhe ser servido o jantar, nos dias de espectáculo. O palco mal concebido, de tal modo que a plateia reservada aos vips teve que ser enchida à pressão na noite dos GNR, depois de uma observação bem a propósito do Rui Reininho. Não houve rasgo, nem capacidade para atrair outros públicos senão aqueles que iriam a qualquer coisa. Já aqui referi outras razões. E expliquei porque este modelo de festas não serve para nada, a não ser para os parolos ficarem contentinhos consigo, a Guarda ficar fora do mapa e os eternos beija-mão ganharem mais uns cobres, ou notoriedade. Mas caramba, 25.ooo visitantes, anunciados pelos jornais locais espaciais fenomenais transversais comensais... (desculpem esta deriva dadaísta) é obra! Como se chegou a esse valor? Será que puseram gente nos locais a recensear o público? O mistério estatístico permanece.
Mas embalados por estes números fictícios, apareceram uma série de comentadores clamando vitória contra os subdesenvolvidos elitistas. São os mesmos que dizem que o Estado não devia subsidiar a actividade cultural. Que os contribuintes não têm que andar a pagar os caprichos de meia dúzia de iluminados. No entanto, apoiaram entusiasticamente um acontecimento de feição claramente institucional e pago integralmente pela Câmara. Então e o divino mercado, meus senhores? Ai essa coerência, deixa muito a desejar! Esta discussão arrasta-se há muito e raramente tem sido séria. Mas como diz Tiago Mendes em "A Mão Invisível" (um blogue liberal, atente-se), num excelente post sobre a intervenção do Estado na cultura: "a aplicação da lógica de mercado a esferas onde ela deve ser importante mas não EXCLUSIVA é não só errada mas, estrategicamente - ainda que não intencionalmente - faz com que a liberalização da sociedade se atrase." Mais à frente cita Vasco Rato - outro liberal: “Em cultura, não podemos dar apenas o que o povo quer. O gosto da Estética é moldável, evoluível. Nós sabemos que não há mercado para certos fenómenos culturais: bailados, óperas, (...). O estado tem um papel essencial nalgumas áreas, entre as quais a cultural. Não para impor gostos, mas para proporcionar alternativas.” (sublinhados meus). Ficamos entendidos?
Por outro lado, na mesma imprensa anunciam-se algumas correcções para o ano que vem. O palavreado do costume. O objectivo é estampar 30 000 nas primeiras páginas. Os merceeiros adoram. Alguns vereadores também! É que números redondos ficam sempre bem! Não é tão ternurento?
*Um destes dias, tive que mostrar o BI às simpáticas girls que o pedem na recepção da Câmara. Talvez pensem que o instante de um sorriso possa comprar a minha condescendência com a ineficácia e a incompetência que me esperam lá dentro. Lamento, queridas, mas não compra.
Era gente nova, menos nova, gente de cá, gente de toda a parte, para quem a vida é mais do que o tracinho na lápide. Era gente a musicar, a trocar, a inventar, a amar sem limites, a dançar pelo mundo inteiro em seis palcos diferentes. Uma festa. De verão. De sempre. Organização atenta e impecável.
Passemos então às tais Festas da Cidade. Houve uma comissão das ditas: os patuscos moços de recados da Câmara, isto é, aqueles a quem os caciques deram tacho há anos ou aqueles que esperam alcançá-lo. Os outros, os boys veteranos instalados, 'tão caladinhos que nem ratos. Ora, estes maduros, apoiados pela maresia neoliberal que sopra dos lados do IPG e de algumas redacções, resolveram dar então ao povo lo que lhe gusta, isto é, assegurar um segundo mandato ao Valente. Resultado: uma festarola novo-rica, onde só faltou o foguetório. Uma completa descoordenação entre o serviço nas barracas e a organização, tendo muita gente que sair do parque logo depois de lhe ser servido o jantar, nos dias de espectáculo. O palco mal concebido, de tal modo que a plateia reservada aos vips teve que ser enchida à pressão na noite dos GNR, depois de uma observação bem a propósito do Rui Reininho. Não houve rasgo, nem capacidade para atrair outros públicos senão aqueles que iriam a qualquer coisa. Já aqui referi outras razões. E expliquei porque este modelo de festas não serve para nada, a não ser para os parolos ficarem contentinhos consigo, a Guarda ficar fora do mapa e os eternos beija-mão ganharem mais uns cobres, ou notoriedade. Mas caramba, 25.ooo visitantes, anunciados pelos jornais locais espaciais fenomenais transversais comensais... (desculpem esta deriva dadaísta) é obra! Como se chegou a esse valor? Será que puseram gente nos locais a recensear o público? O mistério estatístico permanece.
Mas embalados por estes números fictícios, apareceram uma série de comentadores clamando vitória contra os subdesenvolvidos elitistas. São os mesmos que dizem que o Estado não devia subsidiar a actividade cultural. Que os contribuintes não têm que andar a pagar os caprichos de meia dúzia de iluminados. No entanto, apoiaram entusiasticamente um acontecimento de feição claramente institucional e pago integralmente pela Câmara. Então e o divino mercado, meus senhores? Ai essa coerência, deixa muito a desejar! Esta discussão arrasta-se há muito e raramente tem sido séria. Mas como diz Tiago Mendes em "A Mão Invisível" (um blogue liberal, atente-se), num excelente post sobre a intervenção do Estado na cultura: "a aplicação da lógica de mercado a esferas onde ela deve ser importante mas não EXCLUSIVA é não só errada mas, estrategicamente - ainda que não intencionalmente - faz com que a liberalização da sociedade se atrase." Mais à frente cita Vasco Rato - outro liberal: “Em cultura, não podemos dar apenas o que o povo quer. O gosto da Estética é moldável, evoluível. Nós sabemos que não há mercado para certos fenómenos culturais: bailados, óperas, (...). O estado tem um papel essencial nalgumas áreas, entre as quais a cultural. Não para impor gostos, mas para proporcionar alternativas.” (sublinhados meus). Ficamos entendidos?
Por outro lado, na mesma imprensa anunciam-se algumas correcções para o ano que vem. O palavreado do costume. O objectivo é estampar 30 000 nas primeiras páginas. Os merceeiros adoram. Alguns vereadores também! É que números redondos ficam sempre bem! Não é tão ternurento?
*Um destes dias, tive que mostrar o BI às simpáticas girls que o pedem na recepção da Câmara. Talvez pensem que o instante de um sorriso possa comprar a minha condescendência com a ineficácia e a incompetência que me esperam lá dentro. Lamento, queridas, mas não compra.
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