Para encerrar os destaques da mais recente incursão a Londres, falta referir a Saatchi Gallery. Uma instituição já com créditos firmados e que acaba de reabrir junto a Slone Square, em Chelsea. Instalada no palácio do Duque de York, um magnífico espaço rodeado por uma extensa zona verde. A galeria exibe exclusivamente arte contemporânea. Sejam obras de artistas consagrados, quer emergentes. Apresentando-se como um espaço interactivo, mantém ainda uma carteira de artistas escolhidos on line, divulgando as suas obras, entre outras iniciativas. A seguir à Tate Modern, a Saatchi é provavelmente o grande centro de divulgação de arte contemporânea em Londres. Quando lá estive, pude disfrutar a notável e polémica exposição consagrada a um naipe de "novíssimos" artistas chineses, patente até Março. Mais informações, incluindo catálogo, disponíveis na página do site oficial, também em português. O panorama geral prima pelo arrojo, num espaço pensado, pela sua plasticidade e volume, para este tipo de exposições. Destaco as figuras estilizadas de Yue Minjun, o anjo caído de Cang Xin, a provocação política de Shi Xinning, as construções de Shen Shaomin, que utiliza mateiais pouco convencionais, e a a bizarra instalação de Sun Yuan e Peng Yu, "Old Person's Home", o momento iconográfico deste catálogo. Trata-se uma série de cadeiras para deficientes motores, "tripuladas" por figuras representando um conjunto de líderes políticos mundiais em estado de completa senilidade. As cadeiras vão-se movendo aleatoriamente, podendo chocar entre si. Todavia, não embatem nos visitantes que circulam no espaço, pois dispõe de sensores apropriados. Uma curta sequência da instalação poderá ser visionada aqui.
Mostrar mensagens com a etiqueta londres. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta londres. Mostrar todas as mensagens
sábado, 20 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Incursões
Londres começa a ser para mim um local viciante. Nada a fazer. Com base nesta última estadia de 4 dias, algumas notas: a esplendorosa cripta de St. Martin in the Fields, em Trafalgar Square; a maré humana em Oxford Street, ao fim da tarde; a zona de Greenwich, um local magnífico, compreendendo: o complexo edificado por Cristopher Wren junto ao Tamisa, que já foi hospital e agora é uma Universidade e Escola Naval, o Museu Marítimo e o Observatório, um espaço museológico onde já esteve instalado o relógio onde era medido o tempo "oficial" , residência oficial dos astrónomos reais desde o séc. XVII e onde se pode ver a linha do meridiano zero, tudo rodeado por um grandioso espaço verde; um jantar no "Masala zone", um fantástico restaurante indiano, junto a Carnaby Street; a loja de chás da Whittard , na mesma área, de onde tive que ser arrancado "à força"; a assistência à peça "No man's land", de Harold Pinter, no Duke of York's, na zona "quente" do West Side; a Photographer's Gallery, onde não cheguei a entrar; claro, o Camden Market, um local iconográfico, de onde não apetece sair, mas onde se deve chegar pelo Regent Canal, o qual se percorreu, durante duas horas, atravessando a Little Venice, que mais poderia chamar-se Little Amsterdam, com as suas barcaças habitadas, os seus cafés e teatros de fantoches flutuantes; o Holland Park (ver postagem anterior) e a Galeria Saatchi, na zona de Chelsea, de que falarei a seguir.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Viagens
Aspectos do Holland Park, em Londres (e Kyoto Garden), ontem de manhã, durante um passeio memorável. Recorde-se que este magnífico espaço, situado na zona abastada de Kensington, foi celebrizado também por dois motivos. Por um lado, esta era uma área frequentada por espiões durante o período da guerra fria. Um cenário que decerto inspirou escritores e viajantes. E foi neste parque que foi rodada a célebre sequência do suposto homicídio visionado pelo fotógrafo e protagonista no filme "Blow up", de Antonioni. Obra essa que já aqui comentei.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Vai lá, vai! - 2
Nesta curta digressão, houve tempo ainda para algumas epifanias, como passear em Carnaby Street, por exemplo. Mas sobra ainda um breve episódio. Como já calculava, em Inglaterra lê-se muito. Seja nos jardins, nos autocarros, no comboio, em sítios públicos em geral, quase toda a gente lê um jornal, um livro ou uma revista. Certa vez, na carruagem do metro onde seguia - tentando abstrair dos desesperantes e repetidos avisos "mind the gap", durante as paragens - reparei que todos os passageiros iam a ler. Todos? Não, pois do outro da carruagem provinha um diálogo na língua de Camões. Era um casal jovem que trocava umas impressões acerca de títulos académicos e doutoramentos, na perspectiva dos "esquemas" e expedientes para lá chegar. O contraste desconcertante que a situação evidenciava era por demais sugestivo. Sinalizava o fosso entre a dedicação ao conhecimento, o cultivar da dúvida que se desfaz e refaz, próprio de outras latitudes, e o saber honorífico, a erudição saloia, a ignorância encartada... Bom, eis mais algumas imagens do périplo londrino:
Vai lá, vai! - 1
Na semana passada andei por Londres durantes alguns dias. Claramente insuficientes para conhecer minimamente a grande metrópole. Mesmo assim, para uma impressão, chegou e bastou. Devo dizer que o tempo ajudou bastante: três dias seguidos de sol em Dezembro na pérfida albion não acontece muitas vezes. É impossível falar de tudo o que me impressionou: se a monumentalidade de certas zonas, se o ambiente de alguns pubs, se as pistas de gelo em Hyde Park e na Somerset House, se a magnífica Tate Modern, se a zona ribeirinha do Southbank, se o bem organizado sistema de transportes, se a estonteante zona em volta de Picadilly Circus à noite, se o excelente, embora pouco conhecido, Museum of London, junto à muralha romana nos limites da City, se a ponte pedonal do Millennium, sobre o Tamisa, entre a catedral de S. Paulo e a Tate, se o imperdível Mercado de Portobello Road. Eis algumas imagens:
Subscrever:
Mensagens (Atom)