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terça-feira, 16 de março de 2010
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Jazz nas alturas
A edição deste ano do Festival de Jazz promovido pelo TMG começou este dia 9. E da melhor maneira, note-se. Um espectáculo com uma formação simples: Stephen Gauci no saxofone e Michael Bisio no contrabaixo. Uma sonoridade minimalista e tributária do free jazz. A mostra prossegue na sexta-feira, com a apresentação dos Biel Ballester Trio, associados ao gipsy jazz. A minha expectativa em relação a estes espanhóis é moderada, pois cultivam um género criativamente esgotado. Por sua vez, no sábado irá subir ao palco do Grande Auditório o cabeça de cartaz do Festival: o trompetista Jeremy Pelt com o seu quinteto. Uma vez mais realço que, na Guarda, é impossível ouvir jazz, mesmo que circunstancialmente, em estabelecimentos abertos ao público. Existem resmas de bares nocturnos a passarem diariamente o mesmo techno de feira e as mesmas playlists de supermercado. As excepções só confirmam a regra. Uma razão mais para rejubilar com este Festival. Consultar aqui toda a informação.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Tábua de marés (38)
The Bob Sands Big Band (http://www.bobsands.es/)“Seia Jazz & Blues” - V Festival Internacional de Jazz e Blues
Cine-Teatro da casa Municipal da Cultura
7 de Março, pelas 21:45 Horas
A edição do Festival este ano encerrou as suas portas da melhor maneira. O público português não está, regra geral, muito habituado a assistir a espectáculos com “orquestras” de Jazz. Com efeito, as apresentações de grandes bandas são raras e reservadas para grandes festivais ou programadas para grandes casas de espectáculos. Conseguir trazer uma banda desta dimensão – lembro que nela participam 21 elementos – é já por si um acontecimento. Só possível, segundo a organização, devido ao facto do líder e restantes músicos estarem radicados em Madrid. Foi portanto a proximidade que facilitou a empresa. Por onde começar? Bob Sands é nova-iorquino. Segundo a sua página oficial, cedo se dedicou ao saxofone. Depois de um vasto currículo e de uma carreira com algumas distinções pelo meio, em 1992 radica-se em Madrid, onde ainda vive e trabalha. Tocou com: Lionel Hampton, The Glenn Miller Orchestra, Dizzy Gillespie, Paquito D'Rivera, Gerry Mulligan, Mel Lewis, Gary Smulyan, Clark Terry, Mark Murphy, Dee Dee Bridgewater, Ron McClure, George Mraz, Kurt Weiss and J.J. Johnson, entre outros. Como curiosidade, já tocou também com Bernardo Sasseti. Em 1998 gravou o seu primeiro disco em Espanha para a editora Fresh Sound New Talent, onde participou, entre outros, o nosso conhecido Carlos Barreto. Actualmente, trabalha como líder de vários projectos, com destaque para o seu trio, quarteto e esta "The Bob Sands Big Band". Lecciona também na "Musikene" em San Sebastian. Por último, como prova da sua heterodoxia, regista algumas participações noutras áreas musicais. Uma carreira prometedora, sem margem para dúvidas. Foi pois com uma enorme curiosidade que corri a assistir a este concerto. Como já anteriormente tinha dado conta, esta sala apresenta algumas deficiências no que toca à qualidade sonora. Não sei se devido à sua concepção, ou se o sistema de som não estava devidamente configurado nos espectáculos a que assisti. Essa dúvida manteve-se no caso presente. Tanto mais que uma intensidade e diversidade sonora como a daquela noite exigia cuidados especiais. No entanto, ao longo da prestação, por via certamente de ajustamentos, o som melhorou francamente. Sobre o espectáculo em si, foi simplesmente memorável. O acerto aliado ao virtuosismo proporcionou à assistência grandes momentos de jazz. Embora correndo o risco de ser injusto, destaco a prestação do trompetista Raul Gil. Cujo particular fulgor, com acentos de um límpido lirismo, encheu a sala. Foram passados em revista alguns standards, como “Groovin Hard”, ou “Love for Sale”, de Buddy Rich. Seguiu-se um vendaval de jazz orquestral de primeira água, O que incluiu alguns temas clássicos, que soaram na sala como se tivessem sido compostos no dia anterior: de Kenny Dorham a Count Basie, de Sammy Nestico a Frank Foster. A forte presença dos metais apoiada por uma poderosa secção rítmica, não impediu, contudo, aqui e além, soberbas intervenções, protagonizadas por alguns dos solistas “de serviço”. No fundo, oportunidades para a orquestra ganhar fôlego até ao próximo “ataque” que se seguiria. Em resumo, acerca deste espectáculo, só caberia acrescentar: pelo que foi referido e por tudo aquilo que não se conseguiu expressar, sem dúvida que Seia foi merecidamente a capital, por um dia, do Jazz em Portugal.
Publicado no Jornal “O Interior”, em 19 de Março
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Tábua de marés (27)
"La Farsemanouche" - Gipsy Jazz
(http://www.myspace.com/lapharsemanouche)
Guitarras: Alcides Miranda e Nuno Serra; Contrabaixo: Nuno Fernandes.
Teatro-Cine de Gouveia, 31 de Janeiro
(http://www.myspace.com/lapharsemanouche)
Guitarras: Alcides Miranda e Nuno Serra; Contrabaixo: Nuno Fernandes.
Teatro-Cine de Gouveia, 31 de Janeiro
O trio nasceu em 2006, sob a batuta de Alcides Miranda. Desde a primeira hora, assumiu-se como um epígono do mestre Django Reinhardt e como sonoridades inspiradoras a música festiva por ele composta e executada. Numa altura em que o jazz era sobretudo um estilo de vida frenético e de uma incrível modernidade. A música manouche, de origem cigana, já existia muito antes de Django. Mas foi este e Stéphane Grappelli quem lhe inocularam os característicos fraseados jazzisticos e a fixaram como um género de culto. Que originou uma escola de músicos tão notável quanto extensa. Com o virtuosismo da guitarra como marca inconfundível, é claro. Mas a linguagem notabilizou-se também por outras razões. Ao invés de outros tempos, este tipo musical goza de uma quase unanimidade na sua apreciação. As razões do sucesso popular do jazz manouche são múltiplas. Passam obrigatoriamente pelas mãos de uma lenda – o inevitável Reinhardt – mas também pelas qualidades intrínsecas deste género musical: uma ligação forte aos valores tradicionais, o desejo de experimentação de novas linguagens e novas linhas melódicas, a busca de originalidade, a vitalidade transbordante. Swing manouche, jazz manouche, jazz cigano… Tudo designações diferentes para a mesma realidade. Uma realidade que não deixa indiferente quem a escuta. E foi o aconteceu no Auditório de Gouveia. A receita musical trazida pelo trio funcionou às mil maravilhas. Numa sala bem composta e que, desde o primeiro minuto, aderiu à proposta musical deste grupo. Que foi alinhando os temas apresentados quase sem pausas. Numa cadência semelhante à da própria música. Uma sessão que decerto fez render alguns neófitos a esta sonoridade. Porém, quem já a conhecia, não ficou certamente desapontado.
Publicado no jornal "O Interior", em 5 de Fevereiro
quinta-feira, 8 de março de 2007
O Jazz no feminino
Evocando o Dia Internacional da Mulher (cada vez mais tenho sérias reservas em relação a estas efemérides) a Rádio Europa vai passar hoje, ao longo do emissão, uma série de vozes femininas do Jazz, desde Nina Simone a Patrícia Barber. Mais uma razão para "adoptar" esta estação magnífica. A favorita deste blogue.
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