Reflexões, notas, impressões, apontamentos, comentários, indicações, desabafos, interrogações, controvérsias, flatulências, curiosidades, citações, viagens, memórias, notícias, perdições, esboços, experimentações, pesquisas, excitações, silêncios.

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terça-feira, 13 de abril de 2010

Lido

(...) Os problemas sociais são para muita gente uma maçada. Melhor: as diferenças sociais e a conflitualidade que daí surge são para muita gente uma maçada. O mundo deles é constituído por uma pirâmide social que começa nos abusadores do rendimento mínimo, passa para a "classe média baixa", para a "classe média" propriamente dita, a abstracção de muitas políticas, e sobe depois para os arrivistas com dinheiro, que o Independente tratava como o "novo dinheiro", os que vêm no jet set das revistas populares, para terminar na aristocracia do "velho dinheiro", o jet set invisível da verdadeira alta. Com esta pirâmide social, tão fictícia como os Morangos sem Açúcar, não há lugar para portugueses como os mineiros de Neves Corvo.(...)

Pacheco Pereira, no "Público" de 10 de Abril

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Curtas

1. No portal Sapo aparece um link para uma notícia da Lusa, onde se afirma que o ministro angolano Bento Bembe tece várias críticas à Human Rights Watch (HRW), depois de um relatório daquela organização denunciar diversos abusos no país. Apesar de lá estar o link, no site da lusa já lá não está a notícia. Após uma busca, só encontrei aqui uma referência. Será que o controle da informação por um Estado ao serviço do Governo já chegou a este ponto?
2. No Facebook está acessível uma mensagem do fundador daquela rede social, Mark Zuckerberg, onde se pode ler que esta já atingiu os 350 milhões de utilizadores!... Sendo um "visitador" regular da rede, de que me lembre só duas notas negativas: a proliferação de joguinhos de quermesse, tipo Farm não sei quantos, que invadem o mural, em vez de assuntos realmente estimulantes; mais grave, porque da responsabilidade directa de quem gere a rede, é a inexistência de um botão "não gosto", muito apropriado em determinadas ocasiões.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O trigo e o joio

"A vitória [do PS ] foi em especial sobre as expectativas nos media. (...) Comentadores como Constança Cunha e Sá e Sousa Tavares, que contribuem ultimamente para um tom mais socialista da "nova" TVI, diziam às 20h45 que não se devia fazer "leituras nacionais", mas rapidamente alteraram a sua opinião quando se verificou a subida do PS em número de câmaras. Rodadas pelas eleições anteriores, as três TV fizeram um bom trabalho. (...) Houve apenas o habitual parolismo tecnológico, desta vez a cargo de José Alberto Carvalho (RTP), mostrando um operador de câmara num Segway, o que, aliás, não trouxe vantagens no dispositivo comunicacional da RTP. O aspecto mais negativo das emissões é a habitual falta de senso dos repórteres quando se amalgamam nos mesmos locais. Perdem a perspectiva da relevância jornalística e política. Intervêm para dizer minutos a fio que Fulano ainda não chegou, que Sicrano continua no 13.º andar. A patetice chegou ao ponto do repórter da SIC perguntar a Santana Lopes se ele se deslocava na rua para ir à casa de banho. O longo processo eleitoral desde Junho veio acentuar a crescente pobreza dos comentadores das TV, nomeadamente da SIC e TVI. O que mais impressiona é que há vários muito mal preparados. Não estudaram os resultados das eleições anteriores, não conhecem nada ou quase nada das autarquias, acompanharam pouco ou nada a campanha, quase nada acrescentam de politicamente relevante. A crescente exigência da sociedade e dos espectadores e leitores exige mais preparação e mais qualidade, não apenas no dispositivo técnico e jornalístico, mas também nos painéis de comentadores. "

Manuel Cintra Torres, no "PÚBLICO" de hoje

terça-feira, 2 de junho de 2009

Elogio de Marinho Pinto


Ao contrário do que alguns julgam, o problema não está em existir um Marinho Pinto, mas em não aparecerem mais figuras públicas com estilo semelhante. Para desgosto de trastes do regime como Júdices & Companhia. Os tais que sobrevivem à conta de pareceres pagos a peso de ouro pelo Estado, em regime de oligopólio. Esses sim é que são populistas. Desde a primeira hora que o estilo tonitruante e corajoso de M.P. me agradou. Tendo apoiado a sua lista em ambas as eleições a que se candidatou. Com a sua nomeação como Bastonário, não tenho dúvidas de que a esmagadora maioria dos advogados saiu beneficiada. Em detrimento da uma ínfima clique de sociedades de Lisboa e Porto, que são autênticas centrais de extorsão de dinheiros públicos e privados. É um homem que subiu a pulso, sem os tradicionais empurrões da nata estabelecida. Veio da província e conhece muito bem a realidade profunda da advocacia. Fora dos gabinetes alcatifados onde se cruzam juniors & seniors à maneira das séries americanas. Teve o "descaramento" de afrontar os ineteresses instalados dentro da própria Ordem, de que o caso paradigmático são os Conselhos Distritais. Estruturas que sobrevivem à custa no "negócio" da formação e das receitas dos estágios. Dispondo de orçamentos principescos, sem qualquer justificação face à actividade que realmente desenvolvem em benefício dos advogados. A sua "intransigência" já evitou que o Governo conseguisse fazer passar uma tabela de honorários do apoio judiciário que era uma verdadeira indignidade. Já conseguiu do Ministério da Justiça a pontualidade "possível" no seu pagamento. Já desafiou as estruturas corporativas ligadas às magistraturas (que não se devem confundir com o todo nem com cada uma das partes). Já falou na corrupção, numa altura em que ninguém queria levantar a lebre. Conseguiu calar, por instantes, esse desastre mediático chamado Manuela Moura Guedes. Em meu entender, só cometeu um deslize grave: teve a ver com o caso Freeport. Ao comentá-lo nos termos em que o fez, tomou claramente partido e denegriu os órgãos de investigação criminal envolvidos. O que é inadmissível por parte de um Bastonário.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Cidade +


Chama-se "Cidade +". Trata-se do primeiro jornal de distribuição gratuita publicado na Guarda. A edição inaugural - número 0 - saiu em 20 de Janeiro. Tem quatro páginas, uma tiragem de 1000 exemplares e periodicidade quinzenal. Não inclui ficha técnica, nem editorial, desconhecendo-se pois os responsáveis editoriais. A publiciade parece ser o grande meio de financiamento. As notícias têm um alcance predominantemente local. Inclui passatempos e uma agenda sucinta. Fui visitar a página oficial, onde a publicação poderá ser descarregada em formato PDF. O website está um pouco confuso, com a informação desagregada e pouca ou nenhuma utilização da web 2.0. Seja como for, saúda-se o aparecimento desta publicação, mesmo sabendo-se que o sector dos jornais de distribuição gratuita está em queda.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Oliveirinhas strike again

O canal codificado Sport TV, chefiado pelo irmão do futuro presidente do FCP, é conhecido, entre outros motivos, pela forma tendenciosa como relata os jogos em que o Benfica participa. Caiu muito mal nesta estação a recente criação do canal Benfica e a não renovação do contrato em que o clube cede os seus direitos de transmissão. Pois a Sport TV acaba de cometer dois deslizes fatais. O primeiro foi a forma tendenciosa como transmitiu o último clássico da Luz. Basta recordar que repetiu dez vezes o lance da agressão de Luisão e esqueceu um outro em que o mercenário Rodriguez pontapeia Nuno Gomes. O segundo, um gesto de pura garotice, foi a eliminação de qualquer referência à transmissão do jogo Nápoles-Benfica na grelha de programação da Sport TV2. Apesar de, no horário correspondente, aparecer a referência FUTEBOL - UEFA (TAÇA UEFA) - DIRECTO, sem mais nada. O gesto, para além de dissipar as dúvidas acerca da orientação desta estação, revela uma estupidez sem limites, indispondo definitivamente contra ela os adeptos benfiquistas e quem exige isenção aos media.

domingo, 3 de agosto de 2008

Que ler para ler?


Eis algumas ideias para projectos que poderiam preencher a lacuna que a ausência de imprensa escrita especializada vai tornando maior:
1. A Abril poderia criar uma mini-Bravo em edição Lusa, mantendo o mesmo estilo que mistura um musculado sentido comercial com sofisticação gráfica e editorial. Terá a Abril coragem de arriscar num projecto deste cariz neste confuso rectângulo lusofalante?.(já pararam de rir?)
2. Será preciso lembrar que tanto a Review of Books de Nova Iorque como a de Londres surgiram como resposta a períodos de crise na imprensa escrita? Se o fim de suplementos e o emagrecimento de secções culturais por esses jornais de referência significar um aumento de críticos e cronistas aptos, ávidos e sem emprego, porque não fazer o que outros fizeram antes e com sucesso? As editoras teriam todo o interesse em pagar com publicidade a existência de um projecto independente de interesses de monolíticos grupos de media.
3. Um mercado editorial como o nosso precisa de, no mínimo, 2 revistas concorrentes e activas. Se ao fim destes anos, o esforço nacional não conseguiu produzir mais do que uma revista mensal e uma revista-que-agora-se-diz-anual, está na hora de os espanhóis ou os franceses entrarem na liça. Se a edição portuguesa do Courrier International parece estar a caminhar bem, porque não uma Ler que seja de facto para ler todos os meses, ou uma Que Leer? que se junte à festa e crie concorrência?
4. Se eles já cá estão a investir no mercado editorial, se os agentes deles levam a fatia mais gorda dos advances e dos royalties pagos por editoras portuguesas, e se está provado que os seus jornais de referência sabem dar valor aos suplementos, porque não esperar ter, por exemplo, um Babelia Portugal aos Sábados, nem que seja com 4 páginas (as mesmas, ao fim e ao cabo, do Ipsilon para os livros)?

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O vómito (2)

Neste texto levantei algumas questões que tiveram eco aqui e aqui (João Tunes fala, com propriedade, em "fuzilaria contra os blogues"). Todavia, gostaria de acrescentar mais qualquer coisa. Esse imperativo surgiu com novo visionamento do programa da SIC em causa, quando deparei na obsessão de MST em que fosse exigida a identificação a quem registasse um blogue. Quanto ao patético desempenho a que Moita Flores e Rogério Alves se prestaram, sob a batuta do apresentador, insistir no episódio é pura redundância. Voltemos a MST. Afinal, de que é que este senhor tem medo? Para responder, convem começar um pouco atrás. No séc. XIX e primeira metade do séc. XX, a notoriedade pública nos meios intelectuais acontecia, em grande medida, ou depois de um percurso solitário e em ruptura com o cânone, ou através do filtro da polémica, de um movimento concertado, com forte pendor ideológico. É claro que notoriedade não significava, então como agora, o mesmo que qualidade. Essa encontra-se sobretudo através do decurso do tempo. Seja como for, essa notoriedade pública tinha também uma projecção social. Pelas mesmas razões porque a afirmação social necessitava quase sempre de uma caução "cultural". Em qualquer caso, a notoriedade não era nunca um processo imediato, pois passava por vários crivos. Hoje, tudo se passa de modo diferente. Numa sociedade aparentemente aberta, onde a velocidade dita as sua regras sem concorrência, a meritocracia continua a ser um padrão anglo-saxónico e nórdico, ainda com pouco significado no nosso país. Aqui, a paroquialidade é genética e a ambição proporcional à dimensão espacial. Portanto, não é difícil alguém fazer-se notar onde, por um lado a complacência e o elogio mútuo das capelinhas, por outro a inveja sibilina e mortífera, funcionam como as duas faces da mesma moeda. A notoriedade é hoje, em todo o lado, uma característica intermitente e sujeita a constante validação. Não se adquire e pronto! A especificidade nacional encontra-se tanto no seu modo de aquisição, onde a intervenção da reverência e das influências domina, como na forma como ela se preserva. E aqui desempenham um papel fundamental os modos de legitimação operados pela crítica. Trata-se de um universo onde prevalece a categoria dos provadores. Ou seja, aqueles que assentam e legitimam os seus juízos no seu próprio gosto ou paladar artístico ou ideológico. Gosto disto, não gosto daquilo: os seus argumentos, logicamente, remetem-nos para as suas sensações e impressões. Para este tipo de críticos, a literatura, a arte e o comentário jornalístico reduzem-se a um simples intercâmbio de privacidades e a sua função reduz-se a estimular ou travar o consumo. Como o gosto pode ser bastante menos pessoal do que o narcisismo nos poderá fazer crer, o gosto destes críticos coincide, quase sempre, com o gosto dominante. Abundam e sobrevivem bem no mercado, sobretudo se conseguem – tarefa não fácil – associar um tom radical à expressão do seu gosto, mas que, ao mesmo tempo, não questione o gosto hegemónico. Podem ser encontrados um pouco por todo o lado, nos media, nas tribunas, nas cátedras, nos próprios blogues. (ler mais)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O vómito

A SIC transmitiu recentemente uma "reportagem" sobre a "os perigos da internet". O objectivo era notoriamente simples: denegrir a imagem dos blogues e da blogosfera; apagá-la como espaço comunicacional incontornável; aplicar os tiques e a miséria moral de alguns a toda uma comunidade em rede, que muito tem feito para o aparecimento de um verdadeiro espaço público no nosso país. E tudo isto imitando, precisamente, os métodos e as característica mais censuráveis da blogosfera. Tudo começa com declarações do "impoluto" Miguel Sousa Tavares, acusado de plágio num blogue, mas que enfia todos os bloggers no saco do anonimato e da cobardia. Repare-se, sobretudo, no facciosismo do pivot televisivo, acicatando os convidados à diabolização dos bloggers, identificando-os à partida como perversos sexuais, uma amálgama de mal-dizentes ressabiados e invejosos a que ninguém escapa, etc. Seguindo esta linha, os weblogs albergam unicamente o boato, a desinformação, a calúnia e a devassa da vida privada. O subtexto desta inanidade que passa por jornalismo era: "Olhem só esta cambada de malandros, estão mesmo a pedi-las! Um lápis censório vinha mesmo a calhar! Para ficarem a saber que o respetinho é muito lindo!", etc. Por outro lado, José Gameiro, o único convidado que contrariava o tom pretendido, era invariavelmente interrompido ou silenciado. Quer Moita Flores (um dos opinadores oficiais do regime), quer Rogério Alves, afinavam pela desonestidade intelectual, pela vitimização e pela censura no ciberespaço. Chegou-se ao cúmulo de incluir nas actividades correntes da blogosfera o branqueamento de capitais, o tráfico de armas e a formação de terroristas!... Já se sabia que os jornalistas sempre olharam para a blogosfera como se fosse o quintal das traseiras da respeitabilidade. Precisamente até editarem um blogue. Como é hoje a regra. Passaram então a importar para os jornais os piores hábitos da blogosfera. Esquecendo-se que as regras intrínsecas desta são distintas das dos meios de comunicação convencionais. Por outro lado, o alarmismo induzido contra os blogues, promovido por quem deveria analisar este mundo com serenidade, acaba por denunciar o pavor sentido por algumas figuras públicas - produzidas pela indigência televisiva, pelo défice crítico, pelo espírito de seita, pelo manto do amiguismo, pelo discurso oficial seguido informalmente pelos media tradicionais, pela genuflexão pavloviana, pela auto complacência, pelos sindicatos do gosto - de que o seu valor seja realmente escrutinado por uma opinião pública informada, livre e aberta. Em resumo, qualquer semelhança entre jornalismo sério e esta miserável emissão é pura coincidência.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Jornalismo de sarjeta

Conhecem-se os expedientes utilizados pela maioria da imprensa para forçar o sangue, o suor e a lágrima. Nem falo, sequer, daquela a que se convencionou chamar de sensacionalista. Essa já nada esconde, seja o resultado, sejam os artifícios. Não! Refiro-me a um nicho particular, com alguma expressão no nosso país: a imprensa local. E dentro desta categoria, àquela que, quase sempre, concilia o proverbial paroquialismo e o recurso aos métodos da pura propaganda. Soube hoje de uma situação que ilustra perfeitamente esta tese. Em conversa informal, um colega de profissão comentou um caso em que tinha intervindo, relativo a uma rixa entre vários estudantes do secundário, num estabelecimento nocturno da Guarda. Que incluía queixas cruzadas e vários pedidos de indemnização. Uma vez que os envolvidos provinham de uma faixa social, digamos, "importante", o caso adquiriu alguma notoriedade mediática. De tal forma que, segundo me informou, foi contactado insistentemente por um jornal local - se insistirem muito, digo o nome - para um pequeno depoimento sobre, imaginem, a violência nas escolas. Exactamente. Não acreditam? Pois é mesmo verdade.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

A nata

No passado dia 21, o suplemento Ípsilon do jornal "Público" publicou o seu Best Of 2007, nas áreas da literatura, cinema, música, teatro, artes plásticas e televisão. Quanto à música, en passant, tive a felicidade de encontrar, no último raid à FNAC (passe a publicidade), três pérolas aí referenciadas: os discos dos Tinariwen, Beirut e Panda Bear. Em relação aos livros, ver aqui as edições escolhidas. Por sinal, algumas delas já recenseadas neste blogue. Boas leituras.

domingo, 13 de maio de 2007

Histeria

Sexta-feira à tarde. No escaparate de um quiosque, como sempre, as publicações devidamente expostas para que os transeuntes se fixassem nos títulos alinhados nas respectivas capas. Reparei então no seguinte pormenor: seis revistas chamadas "do coração" e da vida "social", a que se juntava a insuspeita "Visão", tinham em manchete os últimos desenvolvimentos "bombásticos" do caso da pequena Madeleine, desaparecida no Algarve. É evidente que a histeria se apoderou dos media nacionais. Mas também uma espécie de servilismo rasteiro perante o destaque inusitado que os tablóides britânicos estão a dar ao caso. O Sun até já oferece uma recompensa no valor de 15 000 Euros a quem dê informações sobre o paradeiro da criança. A ideia que fica é que há que contrariar, a todo o custo, a suspeição de que o nosso país é um santuário para tarados e pervertidos. Com uma veemência proporcional à tradicional soberba britânica para connosco. O clima espalhado já deu os seus frutos: desde uma impressionante mobilização de meios de busca, até declarações dos agentes políticos e diplomáticos. É bom recordar que, em Portugal, só no ano passado, desapareceram 31 crianças em condições semelhantes. Nenhuma delas foi capa de revista. E se calhar bem. Pois a única resposta possível perante o tipo de criminalidade associada, especialmente repugnante, é a eficácia da acção policial. A mobilização silenciosa de todos os meios disponíveis para o esclarecimento desses casos. À margem da pressão da opinião pública acicatada pelos media. Será pedir demais?

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

O admirável mundo novo

Via "5 dias" chegou-me esta antevisão de um futuro próximo, onde os jornais, tal como os conhecemos hoje, desaparecerão. Epic 2014 é um pequeno filme de animação em flash- que poderá ser visto através do link - feito por Robin Sloan para o Museu de História dos Media. Os actores são os gigantes da Web - Google, Amazon - que criam uma plataforma imaginária chamada Googlezon e que declara guerra ao New York Times. Este acaba por desaparecer no formato papel, subsistindo apenas online. Ficção? Nem por isso...

domingo, 8 de outubro de 2006

Notícias do interior - 1

Anteontem fui uma vez mais a Fuentes de Oñoro, cumprindo o ritual da compra de revistas sobre literatura, arte, actualidade política ou informática. O mercado espanhol, nesta matéria, é imenso, diversificado e com uma qualidade impressionante. Publicações como a "Revista de Libros", a "Leer", a "PC actual, a "Cañamo" e outras são aquisições habituais. A saudosa "Ajoblanco" desaparecida há alguns anos, não deixou sucessor à altura. A "Viejo topo", na linha da esquerda tradicional e imobilista, não é, nem de perto nem de longe, opção. Eis pois a consolação "possível" por não conseguir encontrar aqui na Guarda um número sequer da "Atlântico", a melhor revista nacional sobre política e estudos sociais.
E pronto, de caminho enchi o depósito de combustível, como já é hábito. Só para fazerem uma ideia do nível comparativo de preços, em Espanha a gasolina sem chumbo 95 custa menos 30 cêntimos do que cá. Ainda pensei em dar um salto a Ciudad Rodrigo e rever com calma a exposição de arte sacra Las Edades del Hombre, em exibição na magnífica catedral. Todavia, optei por lá ir durante a próxima semana, num horário menos congestionado.

terça-feira, 3 de outubro de 2006

A partir de ontem, o PÚBLICO on line reabriu o acesso gratuito à edição impressa, com excepção das colunas e artigos de opinião. As alterações contemplam igualmente novos serviços para os assinantes e melhorias na pesquisa de textos. Ver aqui notícia completa.