Reflexões, notas, impressões, apontamentos, comentários, indicações, desabafos, interrogações, controvérsias, flatulências, curiosidades, citações, viagens, memórias, notícias, perdições, esboços, experimentações, pesquisas, excitações, silêncios.

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sábado, 3 de setembro de 2011

A casa (4)

 Todas as noites desce ao poço / e pela manhã reaparece / com um novo réptil entre os braços.

 Ergui a cara para o céu, / imensa pedra de puídas letras: / nada me revelaram as estrelas.

E nos abismos de sua luz caímos / Música despenhada / E ardemos e não deixamos rasto.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A casa (3)

 Fecha os olhos e abre-os: / Não há ninguém nem sequer tu próprio / O que não é pedra é luz

 Entre as pétalas de argila /nasce, sorridente, / a flor humana.

A luz não pestaneja, / o tempo esvazia-se de minutos, / um pássaro deteve-se no ar.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A casa (2)

 Ao fechar os olhos vi-me: / espaço, espaço / onde estou e não estou.

 O poema ainda sem rosto / O bosque ainda sem árvores / Os cantos ainda sem nome.

Duma palavra à outra/o que digo desvanece-se./Sei que estou vivo/entre dois parêntesis.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Silencio

Así como del fondo de la música
brota una nota
que mientras vibra crece y se adelgaza
hasta que en otra música enmudece,
brota del fondo del silencio
otro silencio, aguda torre, espada,
y sube y crece y nos suspende
y mientras sube caen
recuerdos, esperanzas,
las pequeñas mentiras y las grandes,
y queremos gritar y en la garganta
se desvanece el grito:
desembocamos al silencio
en donde los silencios enmudecen.

Octavio Paz

sábado, 2 de janeiro de 2010

Frente al mar

1
¿La ola no tiene forma?

En un instante se esculpe
y en otro se desmorona
en la que emerge, redonda.
Su movimiento es su forma.

2
Las olas se retiran
?ancas, espaldas, nucas?
pero vuelven las olas
?pechos, bocas, espumas?.

3
Muere de sed el mar.
Se retuerce, sin nadie,
en su lecho de rocas.
Muere de sed de aire.

Octavio Paz

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Doze moradas de silêncio



hoje é dia de coisas simples
(Ai de mim! Que desgraça!
O creme de terra não voltará a aparecer!)
coisas simples como ir contigo ao restaurante
ler o horóscopo e os pequenos escândalos
folhear revistas pornográficas e
demorarmo-nos dentro da banheira
na ladeia pouco há a fazer
falaremos do tempo com os olhos presos dentro das
chávenas
inventaremos palavras cruzadas na areia... jogos
e murmúrios de dedos por baixo da mesa
beberemos café
sorriremos à pessoas e às coisas
caminharemos lado a lado os ombros tocando-se
(se estivesses aqui!)
em silêncio olharíamos a foz do rio
é o brincar agitado do sol nas mãos das crianças
descalças
hoje

Al Berto

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Silencio

Así como del fondo de la música
brota una nota
que mientras vibra crece y se adelgaza
hasta que en otra música enmudece,
brota del fondo del silencio
otro silencio, aguda torre, espada,
y sube y crece y nos suspende
y mientras sube caen
recuerdos, esperanzas,
las pequeñas mentiras y las grandes,
y queremos gritar y en la garganta
se desvanece el grito:
desembocamos al silencio
en donde los silencios enmudecen.

Octávio Paz