Reflexões, notas, impressões, apontamentos, comentários, indicações, desabafos, interrogações, controvérsias, flatulências, curiosidades, citações, viagens, memórias, notícias, perdições, esboços, experimentações, pesquisas, excitações, silêncios.

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sábado, 20 de junho de 2009

O coveiro


O bimbo da foto, segundo tudo indica, vai ficar à frente do Benfica mais um mandato. A jogada da antecipação das eleições é de mestre. Isto é, de mestre de obras espertalhaço, o seu princípio de Peter. Ao retirar assim o tapete aos adversários, que se preparavam para apresentar alternativas credíveis à sua gestão desastrosa, demonstrou que se quer eternizar no poder. Acolitado pela sua matilha de indefectíveis, mais apropriados para integrar uma seita religiosa ou numa milícia popular. Que digerem mal os "relatórios de danos" sobre a actual situação do SLB, oriundos dos milhares e milhares de críticos da sua gestão. Basta consultar os blogues da "situação" e os "não oficiais". Entretanto, os "pontos de ordem" desses críticos acentuam esta fábula populista da desculpabilização do fracasso pela perversidade do "sistema". Lembrando os mesmos que, se ele existe, a melhor forma de o combater é alcançando vitórias. A natural insatisfação e revolta dos simpatizantes e adeptos que deram a cara, já provocaram sérios problemas nervosos aos adeptos que gostam de ser enganados, todas as épocas, com um eldorado, que uns meses depois se revela ser quinquilharia da loja dos 300. "Com papas e bolos se enganam os tolos", diz o povo. "Com esta equipa vamos longe" tornou-se a fábula estival que se repete ano após ano. No caso do SLB, a margem de manobra de uma direcção sem know how, sem estratégia, sem autoridade real, provinciana, alheia à meritocracia, com mentalidade de pato-bravo, passa inevitavelmente pela hábil gestão do binómio espera/esperança, como em qualquer religião que se preze. A história já se sabe, de cor e salteado: todos os anos, investimentos colossais num plantel "de sonho", "este ano é que é", etc. Depois vem o "retorno": uma equipa que colecciona exibições miseráveis, mais até do que resultados; jogadores desmotivados, em claro sub-rendimento; treinadores mal escolhidos e mal apoiados, as performances sobejamente conhecidas nas várias competições onde o clube participou (incluindo as inenarráveis exibições na Taça UEFA). E qual é o discurso oficial perante esta tragédia? Pois, já adivinharam. Meia dúzia de soundbites arregimentadores das massas, ancorados na diabolização de forças externas; uma lógica suicidária, de fuga para a frente; a ausência de qualquer avaliação de resultados e de estratégias, como é normal fazer-se em qualquer empresa; a hábil manipulação das legítimas expectativas dos adeptos; uma política de comunicação miserável, com declarações erráticas e fora do timing, nunca distinguindo o que é diferente (um erro de julgamento do árbitro e o favorecimento doloso, por exemplo, como se viu nas lamentáveis teorias da compensação, propaladas pelo director de comunicação do SLB, a propósito do conhecido episódio do penalty do final da Taça da liga); desprezo pelo "invisível" mas indispensável trabalho de bastidores. Este último aspecto constitui, no fundo, a verdadeira "piéce de resistence" de qualquer clube que trabalha para ganhar e inculca na sua equipa essa mentalidade e esse saber. Como adepto que já vibrou com o verdadeiro Benfica, sinto-me defraudado com tanta incompetência, tanta estupidez, tantos recursos esbanjados. Portanto, se este senhor continuar, saio eu. Nunca gostei de cerimónias fúnebres.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A cegueira

Só um cego não percebeu que o jogo com o Galatasaray proporcionou a pior exibição do Benfica dos últimos tempos. Foi um autêntico banho de bola da equipa turca. Eu nem queria acreditar naquilo. Ao longo do jogo, viu-se claramente que as opções tácticas e o rendimento da equipa foram medíocres. E que, ou Quique Flores altera o esquema de jogo, ou os dissabores mal começaram. E o que faz a blogosfera benfiquista, perguntareis? Pois bem, uns organizam jantaradas monumentais, com imensas palmadinhas nas costas e, com um grão na asa, tiradas fadunchas e lacrimejantes, num meio termo entre as farras descritas em "A Capital" de Eça e um filme português dos anos 30/40. Outros, por sua vez, andam ofegantes em caçadas no Alentejo, depois do tal jantar. Isto cheira-me a seita. Enfiar a cabeça na areia e esperar que as antigas glórias se repitam. Entretanto, não vejo ninguém, a não ser Bruno Carvalho, no "Novo B enfica", de que sou leitor habitual, reflectir seriamente no que está mal no clube e na equipa. Sem esse exercício, isento de desculpas externas, o Benfica tornar-se-á uma banal sucursal de Fátima.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Venham mais dois!


Este sábado assisti à inesquecível vitória do glorioso num contexto, chamemos-lhe assim, ultra-minoritário. Passo a explicar. Num opíparo jantar em casa de amigos, era o único adepto benfiquista num mar de jade esmagador. Presenciar o jogo escutando as tradicionais e edipianas chalaças dos rivais já foi deveras penoso. Mas nada, mesmo nada, conseguiu suplantar o prazer de contemplar os semblantes a dar para o murcho dos meus convivas, no final do jogo. Só para isto valeu a pena!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Novo Benfica


Após a apresentação, com pompa e circunstância, no restaurante "O Barbas", foi ontem "inaugurado" o blogue "Novo Benfica". Animado por um grupo de personalidades adeptas do SLB, que se reuniram para lançar um blogue disposto a “devolver ao clube da luz a voz de outros tempos”, pode ler-se no manifesto ontem divulgado. Entre os autores, destaque para a presença de Miguel Esteves Cardoso, Júlio Machado Vaz, António de Souza-Cardoso e Armindo Monteiro. Para compor o ramalhete, só falta mesmo o Ricardo Araújo Pereira. Lê-se no post inaugural que o “Novo Benfica” é, antes de tudo, uma Nova Casa do Benfica. Em tudo o que isso significa de ponto de encontro, de opinião, de convívio e de partilha. Oxalá.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O adeus de um campeão

Depois de vinte e cinco anos de mentira, corrupção e provincianismo que invadiram o futebol em Portugal, a decisão sobre o "Apito final" parece uma anedota. Por muito menos, o AC Milan foi despromovido de divisão. De qualquer forma, o "sistema" como rede organizada de favorecimentos, tráfico de influências, corruptores, corruptos e salada de "frutas" da época, já nem precisa existir. Foi substituído, com êxito, por um desfilar de automatismos, um ecossistema informal onde o silêncio e as habilidades acabam por ser premiadas, mais cedo ou mais tarde. A Bem da Nação azul e branca, pois claro.
Outro assunto, nos antípodas do anterior, mesmo correndo o risco da redundância: refiro-me à enorme classe de um jogador. Que dispõe de um toque de bola reconhecível à distância. Embora sem o poder atlético de Cristiano Ronaldo ou a técnica de Figo no um para um. Mas com um poder de explosão, uma precisão nos passes de ruptura e um domínio de bola que compuseram um virtuosismo que vai deixar saudades no futebol. Fez ontem o seu último jogo oficial. O seu nome é Rui Costa. Só lamento não ter lá estado para o aplaudir de pé.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Já lá vão 104!


Tudo começou na zona de Belém. José Rosa Rodrigues, que seria o primeiro presidente do Sport Lisboa, foi um dos que participaram no primeiro treino do clube. Foi no dia 28 de Fevereiro de 1904, entre as 11h e as 12h30, nos terrenos da Companhia dos Caminhos de Ferro, que ficam entre a linha de comboio Cais do Sodré-Cascais e a sul da casa do Duque de Loulé, perto do sítio onde hoje fica a Praça do Império. Ainda no mesmo dia, os fundadores do clube, entre eles Cosme Damião, juntaram-se na Farmácia Franco, na Rua Direita de Belém (nº 147) e estabeleceram as bases gerais da nova agremiação. O nascimento do Sport Lisboa é assim contado no livro "Benfica, 90 anos de glória", escrito por António Manuel Morais, Carlos Perdigão, João Loureiro e José de Oliveira Santos. O Sport Lisboa, que efectuou o primeiro jogo contra o Campo de Ourique a 1 de Janeiro de 1905 (venceu por 1-0), viveu quatro anos só, antes de a 13 de Setembro de 1908 se fundir com o Sport Clube de Benfica, dando origem ao Sport Lisboa e Benfica, o Benfica dos nossos dias, que remete a sua fundação para 28 de Fevereiro de 1904.

in suplemento P2 do "Público" de hoje

domingo, 25 de novembro de 2007

Grão a grão...


Os números são enganadores, para uma vitória sofrida, mas justa, esta noite em Coimbra. Oportunidade para rejubilar com o primeiro golo de Rui Costa na Liga: um remate indefensável, na marcação de um livre. Notas: percebeu-se também a falta que faz Rodriguez à equipa; como se esperava, regressaram Petit e David Luís, afirmando-se o último como o defensor em melhor forma neste momento na equipa; o insólito golo de calcanhar de Luisão; a impressionante eficiência de Adu, que marcou novamente ao cair do pano. Em resumo, uma vitória importantíssima e que veio moralizar o conjunto para o grande jogo da próxima jornada, na Luz, com o FCP.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Os quartos de final estão aí


Ontem pude assistir, "em directo e ao vivo", à vitória do Benfica sobre o PSG. Sofrida, é certo. Mas sem qualquer necessidade. A equipa "encolheu-se" após o golo do adversário e a responsabilidade para o facto cabe inteira ao treinador. Agora vem aí o Espanyol.
Aparte o jogo, um sinal menos para a disposição dos acessos à plataforma giratória que envolve o Estádio da Luz. Se a saída das bancadas para o exterior é relativamente fácil, já o acesso para o nível inferior que conduz ao túnel que atravessa a 2ª circular é inadmissível: faz-se por uma só escada! O que leva a um enorme congestionamento junto a ela, perfeitamente evitável se mais fossem construídas. A solução actual poderá levar, em caso de evacuação forçada, a um desastre de proporções gigantescas.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

SLB

Eis a visão inefável de uma paixão para toda a vida. Mesmo não se sendo "bom" e, muito menos, "pai de família", como é o caso do escriba. O resto ainda é conversa.